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	<title>IBGE &#8211; Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas</title>
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	<description>O GESP é uma entidade voluntária, sem fins lucrativos, que luta pela preservação do meio ambiente.</description>
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	<title>IBGE &#8211; Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas</title>
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		<title>No Brasil, 1% das propriedades detém metade da área rural</title>
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		<dc:creator><![CDATA[GESP]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2016 11:16:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[cidades sustentáveis]]></category>
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					<description><![CDATA[Relatório mostra que América Latina é líder mundial na desigualdade no campo Por Oxfam Brasil A Oxfam – confederação internacional que luta contra a pobreza e a desigualdade em mais de 90 países – acaba de divulgar o relatório Terra, Poder e Desigualdade na América Latina, comparando o cenário da concentração das propriedades rurais em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;"><strong style="font-weight: bold;">Relatório mostra que América Latina é líder mundial na desigualdade no campo</strong></span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;"><strong style="font-weight: bold;">Por Oxfam Brasil</strong></span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">A Oxfam – confederação internacional que luta contra a pobreza e a desigualdade em mais de 90 países – acaba de divulgar o relatório Terra, Poder e Desigualdade na América Latina, comparando o cenário da concentração das propriedades rurais em 15 países da região, com destaque para o Brasil. A partir da análise dos Censos Agropecuários locais, o estudo alerta que apenas 1% das fazendas ou estabelecimentos rurais na América Latina concentra mais da metade (ou 51,19%) de toda a superfície agrícola da região. A Colômbia é um dos casos mais extremos: só o 0,4% das propriedades concentram mais de 67% da terra produtiva. Já no Brasil, 45% da área rural está nas mãos de menos de 1% das propriedades.</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; color: #333333; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;, Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;">
<img decoding="async" alt="" src="http://www.cidadessustentaveis.org.br/sites/default/files/oxfam.jpg" style="border: 0px; height: 485px; max-width: 100%; vertical-align: middle; width: 800px;" /></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;"><em style="font-style: italic;">Movimento &#8220;Grito dos excluídos&#8221; em romaria no interior do estado de São Paulo. (Foto: Tuca Vieira)</em></span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">&#8220;O modelo de desenvolvimento que prevalece na América Latina está baseado na exploração extrema dos recursos naturais e favorece a concentração de terras por poucas pessoas. Ou seja, temos de um lado poucos grupos que concentram a maior parte das terras, enquanto no outro estão muitas famílias com propriedades muito pequenas. Precisamos enfrentar essa desigualdade que, ano após anos, prejudica o desenvolvimento sustentável e o combate à pobreza não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina&#8221;, afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil. &#8220;Precisamos reconhecer esse abismo social histórico e colocar em prática uma reforma capaz de garantir um acesso mais democrático à terra&#8221;, acrescenta.&nbsp;</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;"><strong style="font-weight: bold;">Desenvolvimento X Concentração</strong></span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">Junto com o relatório da América Latina, a Oxfam Brasil faz o lançamento do estudo Terrenos da desigualdade: terra, agricultura e desigualdades no Brasil rural, que explora mais profundamente a desigualdade no acesso à terra no país. O estudo sobre o Brasil revela que a questão da pobreza no país está associada à distribuição de terras e de recursos agrícolas. Altos índices de concentração fundiária trazem graves consequências para o desenvolvimento, em especial no âmbito municipal.&nbsp;</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">O estudo analisa os municípios com relevância agropecuária, agrupados em três categorias: os 1% com maior concentração de terras, os 19% seguintes e os 80% restantes, usando o último Censo Agropecuário do IBGE, de 2006 e o IBGE cidades de 2010. Quando essas cidades foram comparadas em termos de Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHm), de concentração de renda, de pobreza e outros, verificou-se que os melhores indicadores sociais estavam em municípios com menor concentração de terra.&nbsp;</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">Correntina, na Bahia, é um exemplo de município enquadrado entre os 1% de maior concentração fundiária (os latifúndios ocupam 75,35% da área total dos estabelecimentos agropecuários) e que atende o critério de relevância agropecuária. Nessa cidade, a pobreza atinge alarmantes 45% da população rural e 31,8% da população geral, e o Índice de Desenvolvimento Humano IDHm é de 0,603, bem abaixo da média nacional. De todas as autuações do Ministério do Trabalho e Emprego entre 2003 e 2013, 82% foram no Oeste da Bahia. Somente em Correntina, 249 trabalhadores foram resgatados da condição de trabalho análogo a de escravo no mesmo período.</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">A Oxfam Brasil também chama a atenção para a quantidade de terras ocupada por pequenos agricultores: os estabelecimentos com área inferior a 10 hectares representam mais de 47% do total de propriedades do país, mas ocupam menos de 2,3% da área rural total.</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">O relatório da Oxfam Brasil aponta ainda:</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">&#8211; A desigualdade de gênero na questão fundiária brasileira. São os homens que estão à frente de 87,32% dos estabelecimentos, representando 94,5% das áreas rurais brasileiras.</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">&#8211; Desigualdade no acesso ao crédito agrícola: as grandes propriedades rurais, com mais de 1.000 hectares, concentram 43% do crédito rural, enquanto para 80% dos menores estabelecimentos, esse percentual varia entre 13% e 23%.&nbsp;</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">&#8211; Mesmo sem acesso a recursos, são os pequenos produtores os responsáveis por produzir mais de 70% dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro.&nbsp;</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">&#8211; Segundo o Incra, existem 729 pessoas físicas e jurídicas no Brasil que se declaram proprietárias de imóveis rurais com dívidas acima de R$ 50 milhões à União cada. No total, esse grupo deve aproximadamente R$ 200 bilhões, com propriedades de área suficiente para assentar 214.827 famílias – quase duas vezes o número de famílias que estão acampadas hoje no Brasil esperando por reforma agrária.</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">Diante desse cenário, a Oxfam Brasil recomenda:</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">1. Reforma urgente pelo acesso à terra;</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">2. Políticas para reconhecimento e garantia dos direitos da mulher no meio rural;&nbsp;</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">3. Proteção dos povos indígenas, quilombolas e outras comunidades e povos tradicionais;</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">4. Distribuição equitativa e mais facilidade no acesso ao crédito por parte da agricultura familiar.&nbsp;</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">::<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><a href="http://www.oxfam.org.br/publicacoes/terrenos-da-desigualdade-terra-agricultura-e-desigualdade-no-brasil-rural" style="text-decoration: none;">Acesse aqui o relatório Terrenos da desigualdade: Terra, agricultura e desigualdade no Brasil rural</a></span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">::<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><a href="http://www.oxfam.org.br/publicacoes/desterrados-tierra-poder-y-desigualdad-en-america-latina" style="text-decoration: none;">Acesse aqui o relatório Desterrados: tierra, poder y desigualdad en América Latina</a></span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">::<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><a href="http://www.oxfam.org.br/publicacoes/relatorio-executivo-terra-poder-e-desigualdade-na-america-latina" style="text-decoration: none;">Acesse aqui o relatório executivo de Desterrados: terra, poder e desigualdade na América Latina</a></span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">Matéria publicada no<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span><a href="http://www.oxfam.org.br/noticias/no-brasil-1-das-propriedades-detem-metade-da-area-rural" style="text-decoration: none;">portal da Oxfam Brasil</a>.</span></div>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;,Helvetica,Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px 0px 10px; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<span style="color: #38761d;">via: Cidades Sustentáveis </span></div>
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		<title>&#8216;Epidemia de câncer&#8217;? Alto índice de agricultores gaúchos doentes põe agrotóxicos em xeque</title>
		<link>https://sentineladospampas.eco.br/epidemia-de-cancer-alto-indice-de_30/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[GESP]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Sep 2016 19:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[BBC Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[EcoAgência]]></category>
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					<description><![CDATA[O noroeste gaúcho é campeão nacional no uso de agrotóxicos. Para especialistas que lidam com o problema localmente, não há dúvidas sobre a relação entre o veneno e a doença. Por Paula Sperb &#8211; BBC Brasil Diogo Zanatta/BBC Brasil &#8211; Oncologista Fábio Franke vê relação direta entre agrotóxicos e câncer O agricultor Atílio Marques da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #38761d;">O noroeste gaúcho é campeão nacional no uso de agrotóxicos. Para especialistas que lidam com o problema localmente, não há dúvidas sobre a relação entre o veneno e a doença. </span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #38761d;">Por Paula Sperb &#8211; BBC Brasil</span></span></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5HcqeQX91DtLyLO5wVQpLdbHYzSo_vuliFoDpH411cCiowkpiMoykb8pulR8UJ7-s90OdI5IUbEaWRUf5Dq6rsTaG6tLFwMzSgZs32DHppoPe2a7kp8rjxhSB3nSR8MZgNJlGg1dFJa4V/s1600/_90827373_dzv_9077site_g.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" height="224" src="https://sentineladospampas.eco.br/wp-content/uploads/2016/09/90827373_dzv_9077site_g.jpg" class="wp-image-2435" width="400" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;"><i><span style="color: #999999;"><span style="font-size: xx-small;"><span style="font-family: &quot;arial&quot; , &quot;helvetica&quot; , sans-serif;">Diogo Zanatta/BBC Brasil &#8211; </span></span></span></i><span style="background-color: white; color: #999999; display: inline; float: none; font-family: &quot;arial&quot; , &quot;helvetica&quot; , sans-serif; font-size: xx-small; font-style: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">Oncologista Fábio Franke vê relação direta entre agrotóxicos e câncer</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
<div style="text-align: justify;">
<span style="color: #38761d;">O agricultor Atílio Marques da Rosa, de 76 anos, andava de moto quando sentiu uma forte tontura e caiu na frente de casa em Braga, uma cidadezinha de menos de 4 mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul.</p>
<p>&#8220;A tontura reapareceu depois, e os exames mostraram o câncer&#8221;, conta o filho Osmar Marques da Rosa, de 55 anos, que também é agricultor.</p>
<p>Seu Atílio foi diagnosticado há um ano com um tumor na cabeça, localizado entre o cérebro e os olhos. Por causa da doença, já não trabalha em sua pequena propriedade, na qual produzia milho e mandioca.</p>
<p>Para ele, o câncer tem origem: o contato com agrotóxicos, produtos químicos usados para matar insetos ou plantas dos quais o Brasil é líder mundial em consumo desde 2009.</p>
<p>&#8220;Meu pai acusa muito esse negócio de veneno. Ele nunca usou, mas as fazendas vizinhas sempre pulverizavam a soja com avião e tudo&#8221;, diz Osmar.</p>
<p>O noroeste gaúcho, onde seu Atílio mora, é campeão nacional no uso de agrotóxicos, segundo um mapa do Laboratório de Geografia Agrária da USP,&nbsp; elaborado a partir de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).</p>
<p>Para especialistas que lidam com o problema localmente, não há dúvidas sobre a relação entre o veneno e a doença.</p>
<p>&#8220;Diversos estudos apontam a relação do uso de agrotóxicos com o câncer&#8221;, diz o oncologista Fábio Franke, coordenador do Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do Hospital de Caridade de Ijuí, que atende 120 municípios da região.</p>
<p>O glifosato é o agrotóxico mais usado no país, e fabricado pela Monsanto, que rechaça a relação do uso do produto com a doença.</p>
<p>A empresa diz tratar-se de &#8220;um dos herbicidas mais usados no mundo, por mais de 40 anos e em mais de 160 países&#8221;, e que &#8220;nenhuma associação do glifosato com essas doenças é apoiada por testes de toxicologia, experimentação ou observações&#8221;.</p>
<p>Já o Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal), que representa os fabricantes de agrotóxicos, encaminhou o questionamento da BBC Brasil para a Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), que responde basicamente pelas mesmas empresas.</p>
<p>Em nota, a Andef afirma que &#8220;toda substância química, sintetizada em laboratório ou mesmo aquelas encontradas na natureza, pode ser considerada um agente tóxico&#8221; e que os riscos à saúde dependem &#8220;das condições de exposição, que incluem: a dose (quantidade de ingestão ou contato), o tempo, a frequência etc.&#8221;.</p>
<p>Um dos principais problemas é que boa parte dos trabalhadores não segue as instruções técnicas para o manejo das substâncias.</p>
<p>&#8220;Nós sempre perguntamos se usam proteção, se usam equipamento. Mas atendemos principalmente pessoas carentes. Da renda deles não sobra para comprar máscaras, luvas, óculos. Eles ficam expostos&#8221;, diz Emília Barcelos Nascimento, voluntária da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Ijuí.</p>
<p>Anderson Scheifler, assistente social da Associação de Apoio a Pessoas com Câncer da cidade (Aapecan), corrobora: &#8220;Temos como relato de vida dessas pessoas um histórico de utilização excessiva de defensivos agrícolas e, na maioria das vezes, sem uso de proteção&#8221;.</p>
<p><b>&#8216;Alarmante epidemia&#8217;</b></p>
<p>Um estudo realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) comparou o número de mortes por câncer da microrregião de Ijuí com as registradas no Estado e no país entre 1979 e 2003 e constatou que a taxa de mortalidade local supera tanto a gaúcha, que já é alta, como a nacional.</p>
<p>De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o Rio Grande do Sul é o Estado com a maior taxa de mortalidade pela doença. Em 2013, foram 186,11 homens e 140,54 mulheres mortos para cada grupo de 100 mil habitantes de cada sexo.</p>
<p>O índice é bem superior ao registrado pelos segundos colocados, Paraná (137,60 homens) e Rio de Janeiro (118,89 mulheres).</p>
<p>O Estado também é líder na estimativa de novos casos de câncer neste ano, também elaborada pelo Inca &#8211; 588,45 homens e 451,89 mulheres para cada 100 mil pessoas de cada sexo.</p>
<p>Anualmente, cerca de 3,6 mil novos pacientes são atendidos na unidade coordenada por Franke. Se incluídos os antigos, são 23 mil atendimentos. Destes, 22 mil são bancados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) &#8211; os cofres públicos desembolsam cerca de R$ 12 milhões por ano para os tratamentos.</p>
<p>Segundo o oncologista, a maioria dos doentes vem da área rural &#8211; mas o problema pode ser ainda maior, já que os malefícios dos agrotóxicos não ocorrem apenas por exposição direta pelo trabalho no campo, mas também via alimentação, contaminação da água e ar.</p>
<p>&#8220;Se esses números fossem de pacientes de dengue ou mesmo uma simples gripe, não tenho dúvida de que a situação seria tratada como a mais alarmante epidemia, com decreto de calamidade pública e tudo. Mas é câncer. Há um silêncio estranho em torno dessa realidade&#8221;, afirma o promotor Nilton Kasctin do Santos, do Ministério Público da cidade de Catuípe.</p>
<p>&#8220;Milhares de pessoas estão morrendo de câncer por causa dos agrotóxicos&#8221;, acrescenta ele, que atua no combate aos produtos.</p>
<p>Mas, segundo a Andef, &#8220;o setor de defensivos agrícolas apresenta o grau de regulamentação mais rígido do mundo&#8221;.</p>
<p><b>Salto no consumo</b></p>
<p>A comercialização de agrotóxicos aumentou 155% em dez anos no Brasil, apontam os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS), estudo elaborado pelo IBGE no ano passado &#8211; entre 2002 e 2012, o uso saltou de 2,7 quilos por hectare para 6,9 quilos por hectare.</p>
<p>O número é preocupante, especialmente porque 64,1% dos venenos aplicados em 2012 foram considerados como perigosos e 27,7% muito perigosos, aponta o IBGE.</p>
<p>O Inca é um dos órgãos que se posicionam oficialmente &#8220;contra as atuais práticas de uso de agrotóxicos no Brasil&#8221; e &#8220;ressalta seus riscos à saúde, em especial nas causas do câncer&#8221;.</p>
<p>Como solução, recomenda o fim da pulverização aérea dos venenos, o fim da isenção fiscal para a comercialização dos produtos e o incentivo à agricultura orgânica, que não usa agrotóxico para o cultivo de alimentos.</p>
<p>Márcia Sarpa Campos Mello, pesquisadora do instituto e uma das autoras do &#8220;Dossiê Abrasco &#8211; Os impactos dos Agrotóxicos na Saúde&#8221;, ressalta que o agrotóxico mais usado no Brasil é o glifosato &#8211; vendido com o nome de Roundup e fabricado pela Monsanto.</p>
<p>Segundo ela, o glifosato está relacionado aos cânceres de mama e próstata, além de linfoma e outras mutações genéticas.</p>
<p>&#8220;A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que 80% dos casos de câncer são atribuídos à exposição de agentes químicos. Se os agrotóxicos também são esses agentes, o que já está comprovado, temos que diminuir ou banir completamente esses produtos&#8221;, defende.</p>
<p>A Monsanto, entretanto, rechaça a opinião. Procurada pela BBC Brasil, a empresa afirma que o registro do glifosato na União Européia foi renovado por 18 meses, em junho.</p>
<p>A renovação, porém, não passou sem polêmica. A intenção inicial era que a renovação fosse por 15 anos. França, Itália, Suécia e Países Baixos foram contra. Um dos motivos é a recente classificação da Agency for Research on Cancer (IARC), parte da Organização Mundial da Saúde, que classificou o glifosato como &#8220;provavelmente cancerígeno para humanos&#8221;.</p>
<p>Procurada, a Monsanto afirma que &#8220;todos os usos de produtos registrados à base de glifosato são seguros para a saúde e o meio ambiente, o que é comprovado por um dos maiores bancos de dados científicos já compilados sobre um produto agrícola&#8221;.</p>
<p><b>Três vezes mais</b></p>
<p>Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o brasileiro consome até 12 litros de agrotóxico por ano.</p>
<p>A bióloga Francesca Werner Ferreira, da Aipan (Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural) e professora da Unijuí (Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul), alerta que a situação é ainda pior no noroeste gaúcho, onde o volume consumido pode ser três vezes maior.</p>
<p>Ela conta que produtores da região têm abusado das substâncias para secar culturas fora de época da colheita e, assim, aumentar a produção. É o caso do trigo, que recebe doses extras de glifosato, 2,4-D, um dos componentes do &#8220;agente laranja&#8221;, usado como arma química durante a Guerra do Vietnã, e paraquat.</p>
<p>Segundo o promotor Nilton Kasctin do Santos, este último causa necrose nos rins e morte das células do pulmão, que terminam em asfixia sem que haja a possibilidade de aplicação de oxigênio, pois isso potencializaria os efeitos da substância.</p>
<p>&#8220;Nada disso é invenção de palpiteiro, de ambientalista de esquerda ou de algum cientista maluco que nunca tomou sol. Também não é invenção de algum inimigo do agronegócio. Sabe quem diz tudo isso sobre o paraquat? O próprio fabricante. Está na bula, no rótulo&#8221;, alerta o promotor.</p>
<p>No último ano, 52 pessoas morreram por intoxicação por paraquat em terras gaúchas, segundo o Centro de Informação Toxicológica do Estado.</p>
<p>No Brasil, 1.186 mortes foram causadas por intoxicação por agrotóxico de 2007 a 2014, segundo a coordenadora do Laboratório de Geografia Agrária da USP, Larissa Bombardi.</p>
<p>A estimativa é que para cada registro de intoxicação existam outros 50 casos não notificados, afirma ela. A pesquisa da professora aponta ainda que 300 bebês de zero a um ano de idade sofreram intoxicação no mesmo período.</p>
<p>A Syngenta, fabricante do paraquat, não se manifestou sobre os casos de intoxicação e afirmou endossar o posicionamento da Andef.</p>
<p>Publicado com autorização da autora para a EcoAgência. Para ler a reportagem no original <a href="http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37041324" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<p>BBC Brasil/EcoAgência</span></div>
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