O Museu
Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar) foi fundado em 25 de agosto de 1975, pelo
Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão da Universidade de Passo Fundo, ligando-o
ao Instituto de Ciências Biológicas (ICB).
Através de
coletas, os professores do antigo curso de Ciências Naturais, separavam as
melhores peças, que formaram as primeiras coleções de zoologia, botânica e
geologia. O Museu, inicialmente, foi concentrado no Laboratório de Ciências e
Química do Campus II da UPF. Após, em 1983, com a construção do prédio do
Instituto de Ciências Biológicas (hoje Prédio B4 do IFCH) no Campus I, o museu
recebeu espaço próprio, no térreo do prédio. Na década de 1990, o Instituto
sofreu uma reforma e o Muzar passou para o subsolo do mesmo prédio. Na primeira
década do novo século, o Campus I sofre nova reestruturação, mudando o ICB para
um novo prédio (I5) e o Muzar ganha prédio próprio (N6), inaugurado em 2010.
O Muzar também
acompanhou as mudanças da ciência e da educação, conforme adaptava-se as
necessidades universitária e da comunidade. Do laboratório que atendia as
necessidades das aulas dos cursos universitários, passando pela complementação
das aulas escolares de ensino fundamental e médio das escolas de Passo Fundo e
região, ao apoio, hoje, do ensino, com aulas regulares entre suas exposições e
seus laboratórios, da extensão, interagindo com a comunidade na construção de
suas exposições e ações educativas, e na pesquisa, mantendo coleções e apoiando
pesquisas de iniciações a teses de doutorados.
Transformou-se
juntamente com a museologia, da galeria de curiosidades onde surgiu, passando pela
percepção ambiental, à inovação tecnológica, hoje, representa um atuante museu
universitário reconhecido nacional e mundialmente. Sendo, o museu do interior
do Rio Grande do Sul mais visitado, reconhecido pelo Sistema Estadual de
Museus, em 2018, com mais de 25 mil visitantes anuais. Sendo que em 2019
alcançou mais de 45 mil pessoas entre suas atividades internas e externas de
exposições, ações educativas e prestações de serviço de salvaguarda.
O Muzar tem por
finalidade, valorizar o patrimônio
natural através da preservação dos recursos naturais e da integração dos seres
vivos e do conhecimento, e em 2020 completa 45 anos, lançando em plena
Pandemia do Covid-19, sua primeira exposição online e seu selo comemorativo. Parabéns
Muzar, ICB e UPF!
A importância do Muzar para Passo Fundo e região, para própria
Universidade, e o que representam esses 45 anos para você.
O Muzar é referência na região e
para Passo Fundo, onde escolas e comunidades ancoram seus aprendizados na
ciência, biodiversidade, meio ambiente e educação ambiental. Aproximadamente, é
dividido 50% de visitantes de Passo Fundo e 50% dos municípios da região e
além, como de SC, municípios da fronteira com Argentina, em que, muitos
escolares complementam seus estudos visitando nossas exposições. Ao mesmo
tempo, que construímos o respeito e o amor à natureza no olhar atento de cada
criança, discutimos temas relevantes de interação da sociedade com o meio
ambiente.
O Muzar para a UPF é a porta
aberta de contato com a sociedade, onde transforma o conhecimento científico
acessível a todos e provoca encontros com as comunidades para reconhecer suas
necessidades, que são trabalhadas no mundo acadêmico. Um exemplo desse trabalho
foi o Projeto Rio Passo Fundo, que em parceria com o Museu de Artes Visuais
Ruth Schneider e o Museu Histórico Regional atendeu uma necessidade do Comitê
Rio Passo Fundo, de aproximação com as comunidades ribeirinhas do rio.
Através deste e outros projetos o
Muzar instiga a inter, multi e transdisciplinariedade, onde cursos e áreas
trabalham integrados na extensão, pesquisa e inovação, criando exposições e
interagindo com o público. Por meio de ações educativas, como exemplo a trilha
perceptiva, as discussões de meio ambiente são trabalhadas com diferentes
cursos, efetivamente transpassando a educação ambiental como propõem os temas
transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais.
E fundamentalmente, hoje, mantém
coleções da biodiversidade regional para pesquisa dos cursos de mestrado e
doutorado da UPF e em intercâmbio com outras instituições de pesquisa do Rio
Grande do Sul ou de outros locais do mundo, disponibilizando essas informações
através de um repositório de acesso mundial.
Para mim, é difícil descrever,
porque sou muito mais “Muzar/ICB/UPF”, que “Biondo da Silva” (risos), já que no
dia 02 de abril deste ano, completei 30 anos como funcionária deste museu.
Juntamente, com o curso de Ciências Biológicas (ICB) e o Mestrado em Educação
(FAED), constitui o que sou profissionalmente. Sou muito grata por contribuir
com a Universidade e ter a oportunidade de me renovar em cada desafio, sendo
responsável por uma instituição museológica com 45 anos, sempre aberta à
comunidade e dentro de uma Universidade.
Também, sou muito feliz, em
contribuir na formação dos acadêmicos que passam pelo Muzar, em seus estágios
extracurriculares, bolsas de extensão e de pesquisa, os quais na troca de
conhecimento, atualizam nosso trabalho e vivenciam a experiência museológica,
que levam na formação profissional para toda a vida.
Fotos: Arquivo Projeto Rio Passo Fundo
Foto 5. Coleta de água para análise da qualidade da água do Rio Passo Fundo – Muzar e Etamb



