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| Foto: Divulgação |
Atividade do Projeto Rio Passo Fundo aconteceu no último sábado e buscou vestígios históricos e ambientais no trajeto
Em busca de vestígios ambientais e históricos, o Projeto Rio Passo Fundo – que vem sendo desenvolvido pelo Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS), apoiado pelo Museu Histórico Regional (MHR) e pelo Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar), com a presença de diferentes entidades – realizou, no último sábado (6), uma expedição piloto pelas nascentes e barragem do Rio Passo Fundo. Com o acompanhamento da Companhia Ambiental e Comitê Rio Passo Fundo, a atividade foi guiada pelo Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas – GESP – que, além de percorrer trilhas pela mata que acompanha a extensão do Rio Passo Fundo proporcionou, também, que o grupo pudesse realizar a expedição dentro da barragem de captação de água, através do barco do Projeto Navegar.
Divididos em quatro grupos, os participantes percorreram, por terra, o espaço conhecido como Povinho Velho, as nascentes do Rio Passo Fundo, o território da Barragem da Fazenda da Brigada e do Parque Wolmar Salton – Efrica – e a sede da Fazenda da Brigada. Apesar dos grupos distintos, o objetivo foi um só: observar a mata, o rio e o ambiente para coletar o máximo de informações históricas e ambientais sobre o espaço e sobre o rio. A atividade foi um experimento para o Projeto Rio Passo Fundo que terá início ainda neste mês de maio e irá realizar, em toda a extensão da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo, cinco expedições que percorrerão partes representativas do Rio em busca de dados – sejam relacionados à água, à flora e à fauna, como, também, relacionados à sociedade, coletados de forma vivencial, teórica ou oral.
Ainda que de forma experimental, a atividade proporcionou aos participantes um encontro intenso com a história do Rio que, antes mesmo da cidade se instalar, foi abrigo de índios, levou tropeiros por caminhos recém abertos, serviu de alimento, abrigo e passagem para aqueles que viram no Planalto um caminho fácil para as feiras de Sorocaba e Minas Gerais: por aqui passavam o gado, o couro, o sebo e parte da gente que desbravava o país no início do século XIX.
A viabilização do projeto – que acontecerá nos anos de 2017 e 2018 – se desenvolverá através do apoio de diferentes entidades e pelo patrocínio do programa da Caixa Econômica Federal de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro 2017/2018 que disponibilizou um recurso de R$ 300 mil para o desenvolvimento das ações.