O recolhimento e a destinação correta do lixo eletrônico faz parte a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305), aprovada em 2010, e diversas ações estão sendo realizadas para implantar o recolhimento nos municípios. A lei prevê que indústrias, comércio e consumidores assumam sua responsabilidade no que se refere à logística reversa, ou seja, quando o produto está inutilizado, o comércio deve receber as peças e repassá-las a indústria que deve dar a destinação adequada ao resíduo eletrônico. Segundo relatório Brasil lidera entre os países emergentes em produção de lixo eletrônico
Devido a emergência de novas tecnologias, e novos produtos no mercado, os consumidores adquirem um grande número de novos equipamentos eletrônicos, buscando atualizações. Os aparelhos que vão sendo ultrapassados tecnologicamente precisam ser descartados de uma forma consciente, caso esta a cão não seja realizada corretamente, estes lixos eletrônicos acabam poluindo e degradando o meio onde vivemos.
Segundo um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em 2010, o país ocupa a liderança entre as nações emergentes na geração de lixo eletrônico per capita, isto é, por habitante, a cada ano. O relatório aponta que o lixo eletrônico descartado por pessoa, no Brasil, equivale a 0,5 quilo por ano. Em contrapartida, na China, que tem uma população muito maior, a taxa de lixo eletrônico por pessoa é 0,23 quilo e, na Índia, ainda mais baixa (0,1 quilo).
A quantidade real de materiais eletrônicos descartados perdem sentido frente a grande degradação causada se estes forem jogados no ecossistema. E para que estes males sejam diminuídos, é preciso reforçar o compromisso de todos.
“Toda cadeia é envolvida, desde quem fabrica, quem importa, quem exporta, quem vende, o comerciante e até os consumidores que estão na ponta. Também somos responsáveis, pois nós podemos realizar este descarte em estabelecimentos indicados”, afirma a Licenciadora Ambiental do Departamento de Meio Ambiente de Carazinho, Camile Fávero Dornelles.
Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, através da Lei número 12305 de 2010, não cabe ao setor público a coleta destes resíduos eletrônicos. Conforme o artigo 33 refere-se aos resíduos de logística reversa, quando pertencem também os resíduos eletrônicos, quem produz, quem fabrica, quem importa, é que tem que dar a destinação final a estes. “No mesmo local que compramos, temos que devolver, e este papel compete a nós, consumidores”, completa Camile.
Pequenas ações, grandes gestos
Em Carazinho algumas empresas e instituições estão contribuindo para a diminuição do descarte irregular do lixo eletrônico
O Departamento de Meio Ambiente do município promoverá uma campanha de arrecadação, durante a semana comemorativa ao Meio Ambiente, durante os dias 04 a 06 de junho. Os objetivos da campanha são contribuir para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, mobilizar o setor terciário e conscientizar cidadãos e empresas sobre a importância da destinação correta de equipamentos eletrônicos, além de promover a preservação das futuras gerações.
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| (Lixo eletrônico deve ter destinação adequada / FOTO LILIANA CRIVELLO) |
A empresa IZN de Porto Alegre fará toda a reciclagem gratuita, e o frete deste material será cedido pela empresa TW Transportes. “Como acredito que precisaremos de um outro caminhão, contamos com a ajuda de outras empresas do município”, pondera a Licenciadora Ambiental.
No ano passado o Sistema Fecomércio juntamente com entidades parceiras promoveu uma campanha de arrecadação, onde o objetivo era atingir a meta de 100 toneladas de resíduos e 20 mil celulares e baterias retirados do meio ambiente. A campanha aconteceu, simultaneamente, em âmbito estadual.
Papa-pilhas
Todas as agências do Banco Santander, inclusive a agência de Carazinho, possui um reservatório chamado Papa-pilhas, destinado aos clientes para o descarte. Estes materiais são recolhidos e encaminhados pela agência a São Paulo. “É a nossa pequena parcela de colaboração com o Planeta, colaborando para a sustentabilidade e proteção ao meio ambiente”, comenta o gerente geral, Irineu Enck.
A Escola Estadual Érico Veríssimo também executou no ano passado através de um projeto promovido pela professora de química, Maria Regina Sabini Ávila juntamente com os alunos do Ensino Médio, uma campanha de coleta e conscientização dos efeitos da radiação no meio ambiente, promovido pelo descarte de resíduos eletrônicos.
Pontos de coleta serão instalados em Passo Fundo
Conforme o secretário de Meio Ambiente de Passo Fundo, Glauco Polita, o município está prestes a colocar em prática um projeto que dispõe da instalação de postos de coleta de lixo eletrônico.
“O lixo eletrônico é um problema sério por conter diversos metais pesados, por isso não pode ser destinado de qualquer forma com o lixo comum, até a própria armazenagem tem critérios específicos”, afirma Polita.
O Secretário esteve na Feira de tecnologias Ambientais, Fiema, onde fez contatos com empresas que trabalham com lixo eletrônico, onde em contato com a Brasil Recicle ficou acordado a vinda da empresa ao município para firmar um convênio onde a empresa coletaria, sem custos, periodicamente, o material recolhido. “Até meados de junho estaremos com os pontos de coleta definidos e a sociedade terá a oportunidade de realizar o descarte adequado dos resíduos eletrônicos”, aponta Polita.
Atualmente, existem ações pontuais em Passo Fundo de fabricantes que coletam os resíduos de seus equipamentos, por exemplo, e empresas ou organizações não governamentais (ONGs) que coletam ou recebem equipamentos eletroeletrônicos, dando a destinação final.
EQUIPAMENTOS
Entre os equipamentos que podem ser recolhidos estão notebooks, CPU’s, celulares, baterias, acessórios, monitores CRT, copiadoras/scanner, centrais/telefone/FAX, monitor LCD, fontes/transformadores, vídeo cassete/DVD/game, placas vídeo, rede, som, estabilizadores/no breaks, modem/RUB, teclado, CD ROOM, cabos/conectores, mouse, disco rígido/HD, aparelhos de som, impressora e caixas de som.
Via: Diário da Manhã
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