• Supermercados de São Paulo não fornecem mais sacolas plásticas

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Esta semana supermercados em todo o estado de São Paulo pararam de
fornecer sacolas plásticas de graça em uma campanha pra diminuir o
desperdício.

“São 128 sacolinhas”, calcula, em casa, o comerciante Edson de
Souza. Desde a última quarta-feira (25), os consumidores em todo o
estado de São Paulo estão lidando com uma senhora mudança: as embalagens
de plástico já não são mais fornecidas de graça pelos caixas dos
supermercados.

“Eu acho que a sacolinha deveria voltar. Ela ajuda em outras
coisas também”, defende a enfermeira Vivian Rocha. “Eu acho que a gente
tem mesmo que preservar o meio ambiente e tentar se adaptar a novas
realidades”, acredita a nutricionista Teresa Cristina.

Agora, ou o cliente compra sacolas biodegradáveis nos caixas ou
vai ter que trazer de casa suas próprias embalagens. O Fantástico
convidou um consultor especializado em consumo consciente pra mostrar
que é possível viver bem sem tantas sacolinhas.

Em um condomínio na Zona Norte de São Paulo, não faltam dúvidas.
“Como é que nós vamos carregar as comidas que nós vamos comprar e vir
para casa?”, pergunta a costureira Aurea Verzaro.

“Buscando mudar pequenas coisas no nosso comportamento no dia a
dia. Uma delas é deixar sempre uma sacola no carro, quem anda de carro.
Para quem anda de transporte público, tem aquelas sacolas que você
consegue dobrar e que ficam bem pequeninhas, do tamanho de um bolso”,
reponde o especialista em sustentabilidade Estanislau Maria.

“Eu gostaria de saber qual a diferença de uma sacolinha para outra?”, indaga o diretor comercial Jorge Espínola.

“Isso aqui é feito do petróleo, gás natural virgem. Essa é
aquela que você pega na seção de hortifruti do supermercado, aquela
sacolinha transparente, que é plástico, do mesmo jeito que a sacolinha
antiga, que era descartada. Essa é a novidade, que está chegando no
mercado agora: a sacola biodegradável. Não é porque ela é biodegradável
que a gente pode usar demais a torto e a direito dela. Por quê? Porque
ela é degradável em condições específicas de degradação, em uma usina de
compostagem. No aterro sanitário, ela não degrada”, explica o
especialista.

Então, o ideal é evitar usar as sacolinhas para o lixo do dia a
dia? “Qual é a dica que a gente dá? Que as famílias tenham em casa um
cesto maior com um único saco preto, onde ela vai depositar todo o lixo
orgânico”, orienta Estanislau. Detalhe importante: você pode usar a
sacola preta de plástico reciclado, mais ecológico. Basta procurar a
embalagem identificada como “reciclado”.

E atenção: se você já virou fã daquelas bolsas plásticas
reutilizáveis, vendidas nos supermercados, o ideal é que entre uma
compra e outra, elas sejam limpas com água e detergente.

“Agora, se quiser fazer perfeito, a cerejinha no bolo, é fazer
ainda uma passagem com álcool gel”, recomenda o especialista, que ainda
dá outra dica. “Uma boa dica, com relação ao papelão, é você separar
depois em casa para guardar o lixo reciclável. Então, você tem que
separar, nos poucos sacos plásticos que você tem em casa, o lixo
orgânico, que é o lixo sujo, da cozinha e do banheiro”, alerta.

“Qual é a dica que você dá para os lixos do banheiro e da
cozinha?”, pergunta a dona de casa Ana Paula Rigo. “Você pode fazer uma
dobradura de jornal, para colocar dentro do cesto do banheiro que vai
servir para recolher o lixo do banheiro”, ensina o especialista.

Pronto para fazer um “origami” sustentável? Estanislau ensina:
“Você vai pegar uma ponta do jornal e junta até o outro lado. Aí você
vai ter um triângulo. Você vai juntar as duas pontas. A ponta de um lado
você vai dobrar até a metade da lateral oposta. A ponta de outro lado
junta até a outra metade. Pronto, você está vendo que já está começando a
fazer o formato de um lixinho”. Aí é só dobrar as abas e você vai ter
um lixinho pronto.

”No caso de quem tem animal de estimação, sair para passear,
como recolher as fezes? Normalmente, a gente leva saquinho plástico para
isso”, pergunta a dona de casa Sílvia Azeredo. “Agora, nós vamos pegar a
dobradura que nós aprendemos e levá-las para o passeio com o cachorro”,
sugere a professora Marisa Pereira. 

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