• DIREITOS HUMANOS DE RESISTÊNCIA

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Por Flávia Biondo da Silva, bióloga, educadora e presidente do GESP
O Dia Nacional dos Direitos Humanos, celebrado em 12 de agosto, tem uma importância significativa na história brasileira, marcada pela trágica morte de Margarida Maria Alves. Em 12 de agosto de 1983, Margarida, a primeira mulher a presidir o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, foi assassinada.
A escolha dessa data para a celebração do Dia Nacional dos Direitos Humanos é um reconhecimento da luta de Margarida Alves e uma homenagem à sua contribuição para a promoção dos direitos dos trabalhadores e dos direitos humanos. A escolha da data visa destacar a importância da proteção dos direitos humanos e reconhecer a dedicação daqueles que enfrentam injustiças e opressões. A partir dessa data, houve um fortalecimento na luta pelos direitos humanos, com avanços legais e maior conscientização sobre a proteção dos defensores dos direitos e a promoção da justiça social.
Os Direitos Humanos são princípios universais que garantem a dignidade, liberdade e igualdade de todos os indivíduos. Instituídos pela ONU, esses direitos incluem a proteção contra discriminação, direito à vida, liberdade de expressão, e acesso a um padrão de vida adequado, entre outros. Eles são formalizados em documentos como a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) e tratados como os Pactos Internacionais sobre Direitos Civis e Políticos e Econômicos, Sociais e Culturais.
Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo (CDHPF)
No início dos anos 1980, a resistência contra a ditadura militar no Brasil atingiu seu auge após duas décadas de repressão. A luta pelos direitos humanos combinava resistência ao regime e aproveitamento das brechas para a redemocratização. Em Passo Fundo, a situação refletia esse contexto, com problemas sociais intensificados pela repressão e crescimento urbano.
Neste cenário, surgiu a Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo (CDHPF) em 1984, formada por pessoas de diferentes setores da sociedade, como igrejas, sindicatos e universidades, que buscavam enfrentar a repressão e promover a justiça social. A CDHPF focou na educação, políticas públicas e orientação jurídica, tornando-se uma referência nacional e atuando em diversos níveis no Movimento Nacional de Direitos Humanos.
“Ela é fruto desse processo mais amplo que mobilizou a sociedade brasileira, mas também é fruto da iniciativa e da vontade de pessoas comprometidas e imbuídas de objetivos comuns e que estavam dispostas a contribuir e realizar, de forma mais consistente, os anseios e demandas da sociedade.” (CDHPF, 2024)
Em 2024 a CDHPF completou 40 anos de existência e atuação e no momento é composta pela seguinte Coordenadora Geral: Luciane Inês Zanella; Coordenador de Finanças: Ésio Francisco Salvetti; Coordenadora de Secretaria: Nilva Rosin; Coordenadora de Organização: Edivânia Rodrigues da Silva; Coordenador de Formação: Paulo César Carbonari.
Parabenizamos e agradecemos a CDHPF pelos 40 anos de resistência e defesa aos Direitos Humanos em Passo Fundo.
Fonte: https://cdhpf.org.br/

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