• CALENDÁRIO ECOLÓGICO – 16 de março – DIA NACIONAL DA CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

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Mudanças Climáticas

Por Waner Sanches Barreto Prof. Doutor em Ciências Biológicas, integrante do GESP

Bairro Entre Rios em Passo Fundo em 2023. Foto: Paulo Fernando Cornelio

Gaia, na mitologia grega, era Deusa Terra. Hesíodo, poeta grego, viu Gaia como o próprio Planeta, com atributos divinos. O físico alemão Otto Shuman demonstrou que a terra está dentro de um campo magnético que pulsa, “coração do planeta”, a uma frequência de 7,83 Hz.
Esse corpo celeste está girando no espaço, em seu próprio eixo, uma linha imaginária, que muda de posição, inicialmente pelo derretimento das geleiras que, mudam a inclinação, conforme a distribuição no planeta. A irrigação artificial muda de lugar as águas dos aquíferos desequilibrando todo sistema terrestre. As correntes oceânicas passam por um processo de desaceleração, causando a elevação das temperaturas globais. É importante salientar que a elevação das temperaturas nos oceanos, aumenta, a sua acidez, prejudicando recifes de corais e outras formas de vida.
O aquecimento das águas do pacífico, na costa do Chile, muda a direção da umidade e do calor, e, dos ventos. É o El Niño. Ocasiona, seca severa na Amazônia, calor exagerado no sudeste e centro-oeste, muita chuva no sul. As mudanças climáticas representam o maior desafio para a humanidade, pois nunca houve preocupação com elas e, porque achava-se que só viriam mais tarde. Ha um consenso sobre o que alguns incrédulos contestavam, de que essas mudanças são basicamente de origem antrópica. Desmatamentos, incêndios florestais, falta de proteção nos solos, e, principalmente, queima de combustíveis fósseis. O Brasil é um grande contribuinte com os gases do efeito estufa, aquecimento global e mudanças climáticas, através da queima de combustíveis fósseis, e do modelo agropecuário. Embora já exista veículos movidos a eletricidade, ainda é grande o número de motores a diesel. Agropecuária com confinamentos, pastoreio extensivo e desmatamentos para pastoreio e lavouras. Urge a necessidade de implantar modelos produtivos com tecnologias de baixo impacto ambiental. Orgânicos, ecológicos, biodinâmicos. Policultivos, integração lavoura, pecuária floresta, ouvindo e atendendo exigências dos órgãos de pesquisa imparciais e despolitizados. As Universidades precisam se envolver com o setor produtivo para oferecer subsídios que levem em conta os ambientes já comprometidos, como o Cerrado, a Amazônia e o Pampa. A sobrevivência da humanidade está em jogo quando se chega a esses níveis, mas são os mais pobres e vulneráveis os primeiros a sentirem os problemas. Essas mudanças afetam, também, a saúde humana e de todos os seres vivos e, podem inviabilizar a produção de alimentos. Além de, acelerar a disseminação e a proliferação de doenças antes restritas a lugares específicos.
As consequências e efeitos das mudanças climáticas chegaram mais cedo do que se esperava, alterando os padrões de chuvas, com secas mais intensas e enchentes. Rapidamente, houve uma evolução para eventos climáticos extremos, com furacões, ondas de calor, tempestades e secas prolongadas.
Alterações drásticas de clima, trazem situações caóticas, tornando as estruturas inúteis e obsoletas, como prédios, pontes, estradas e plantações. Por essa razão, governos e sociedade civil, precisam de alguma forma de organização para discutir e agir em igualdade de condições porque ninguém será favorecido ou castigado, isoladamente.
Estamos em uma crise climática, rumando celeremente para uma catástrofe. É necessário divulgar essa emergência e indicar medidas de mitigação e enfrentamento dessa crise. As medidas terão que ser em todos os setores da vida, mudando hábitos alimentares, como se vestir, como construir prédios e casa e como se locomover.
1-É necessário consumir mais vegetais, de preferência frescos e de locais próximos;
2-Ha necessidade de se locomover com veículos de baixo consumo, híbridos ou elétricos;
3-Cultivar variedades precoces ou tardias de ciclo curto para fugir de geadas e secas;
4-Optar pelo cultivo consorciado e escalonado para minimizar perdas;
5-Exigir mais rigor com a destinação de resíduos;
6-Plantar árvores, regenerando as margens de cursos d’Água;
7-Evitar a irrigação com pivôs, especialmente para culturas que já são viáveis naturalmente
8-Criar zoneamento das áreas de risco e planejamento do uso e ocupação do solo baseado no zoneamento.

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