Histórico do Grupo
O Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP) é uma organização não-governamental (ONG) ambientalista sem fins lucrativos, beneficente e assistencial, autônoma e com personalidade jurídica, política, transpartidária, civil, social, cultural, tecno-científica, de pesquisa e aberta a todas as pessoas.
A origem do GESP deve-se a uma consonância de idéias de dois movimentos. Um movimento da comunidade por estudante, comerciantes, funcionários públicos, donas de casa e trabalhadores autônomos, e outro na Universidade de Passo Fundo, por acadêmicos que acompanhavam as lutas de movimentos sociais mundiais, com discussões a respeito doas questões nucleares e das questões armamentistas, bem como a preocupação com a utilização inadequada dos recursos naturais locais.
A partir dessas idéias o GESP foi oficialmente fundado em 21 de setembro de 1983. A entidade é considerada de utilidade pública pela Lei Municipal nº. 2543 de 7 de novembro de 1989 e possui estatuto próprio, discutido e aprovado em assembléia geral. A escolha do dia 21 de setembro para data de fundação foi uma homenagem ao dia da árvore. O nome Sentinela dos Pampas surgiu inspirado no costume do pássaro, conhecido, popularmente, como Quero-Quero ou Sentinela dos Pampas, porque quando alguém dele se aproxima, levanta vôo em bando, fazendo um ruído de vocalização muito forte, que é ouvido de longe. Assim, o GESP tem tentado fazer alarido e chamado a atenção da comunidade em geral para as questões ecológicas / ambientais.
Na participação do GESP no Primeiro Congresso Estadual de Educação Ecológica, realizado em Ibirubá, em outubro de 1984, conheceu-se várias Entidades Ecológicas do estado e de várias partes do Brasil. Em Ibirubá a Entidade ficou ciente de que seria realizado o Terceiro Encontro Estadual de Entidades Ecológicas, em Porto Alegre, em novembro do mesmo ano. O GESP participou do Evento e já assumiu a organização do Quarto E.E.E.E. em Passo Fundo. A partir desse Encontro, começaram ser ampliadas as atividades, que foram sendo desenvolvidas ao longo dos anos e contribuíram para que o GESP viesse a ser a Entidade que é hoje.
A sede da entidade fica no centro de Passo Fundo, em local cedido pela Prefeitura Municipal de Passo Fundo chamado Espaço Cultural Roseli Doleski Pretto, que acolhe diversas entidades, como Associação Passo-Fundense de Cegos, Associação de Pais e Amigos dos Surdos, Comitê da Cidadania, Conselho Municipal de Desenvolvimento, Biblioteca Pública Municipal, Museu Histórico Regional, Museu de Artes Visuais Ruth Schneider e Conselho Tutelar. A área de responsabilidade do GESP é composta por secretaria, coordenação, depósito de material para reciclagem, cozinha, banheiro e sala de reuniões. A Sala de Reuniões é utilizada regularmente pelas entidades que compõem o Espaço e demais instituições da cidade que desenvolvem o tema de meio ambiente, cooperativismo e assuntos culturais para reuniões, palestras e cursos de formação não-formal.
A entidade se mantém com a venda de materiais recicláveis doados pela comunidade, através do pagamento mensal dos associados e por projetos sócio-educacionais encaminhados para editais. Os membros do GESP são voluntários e desenvolvem os projetos, fazem fiscalização e representam a entidade em eventos, conselhos, comitês, fóruns representativos, entre outras atividades.
O GESP desde 1998 contribui com o Ministério Público aglutinado instituições e pessoas envolvidas com a área ambiental, para através da Assembléia Permanente de Proteção Ambiental (APPA) propor, discutir e programar políticas, programas, e projetos de meio ambiente e educação ambiental. Desde 2006 participa do Coletivo Educador do Planalto Médio Gaúcho (CEPMG), programa do Ministério do Meio Ambiente que tem como objetivo promover a articulação institucional e de políticas públicas, a reflexão crítica acerca da problemática socioambiental, o aprofundamento conceitual e instrumentalizar a população de sua área de abrangência para o desenvolvimento de ações em educação ambiental, visando à continuidade e sinergia de processos de aprendizagem que contribuem para a construção de territórios sustentáveis. Voluntariamente diversas instituições vêm trabalhando para alcançar o objetivo do CEPMG constituindo um espaço participativo e continuado, onde instituições e pessoas compartilhem, planejem, implementem e avaliem processos de formação de educadoras(es) ambientais, envolvendo a comunidade. Desde esse período também, acompanha o trabalho de educação ambiental das Salas Verdes, outro programa do Ministério do Meio Ambiente que realiza educação ambiental através de uma biblioteca, com escolas e comunidades.
Por vários anos o GESP trabalhou com a sensibilização da comunidade, principalmente com crianças, através do teatro de bonecos, com a Peça Negrinho do Pastoreio. Realizou inúmeras apresentações em escolas, na rua e no Teatro Municipal, tendo participado do Concurso de Teatro de Bonecos de Gramado/RS.
Dentre tantas atividades que o GESP realizou e participou ainda destaca-se:
· Publicações na área da Educação Ambiental: jornal Bicho do Mato, Folders Educativos, Jornal Via-Eco;
· Organização de encontros, congressos, simpósios e a participação, em nível nacional, de similares em termo de ecologia;
· Organização de uma biblioteca com acervo da área;
· Palestras em Escolas, Associações de Bairro entre outros;
· Campanhas de preservação envolvendo a questão hídrica do município, bem como, participação em campanhas nacionais com o envio de propostas para os constituintes nacional e estadual;
· Implantação de Projetos de preservação como da Zona de preservação Ecológica chamada Reserva Biológica Arlindo Haas em Passo Fundo/RS;
· Roteiro Ecológico Turístico Cultural realizado com grupos de interessados no perímetro urbano de Passo Fundo;
· Projetos de pesquisa sócio-econômicas em vilas carentes da comunidade, com a intenção de mapear a problemática do planejamento urbano e a questão ambiental no município;
· Participação no projeto do plano de manejo no Parque Natural Municipal Sagrisa – Pontão/RS;
· Participação na elaboração em conjunto com o Movimento Ecológico Gaúcho na formulação da Lei 10.350/94 e na formação dos Comitês provisórios (Alto Jacuí, Várzea, Passo Fundo e Taquari/Antas).
· Membro titular do Conselho Consultivo da Floresta Nacional de Passo Fundo localizada em Mato Castelhano/RS.
· Movimento de salvaguarda do patrimônio arquitetônico de Passo Fundo.
· Movimento de preservação e conservação dos recursos hídricos da região, destacando o Rio Passo Fundo e o Rio Jacuí. Membro criador e efetivo dos Comitês de Bacias Hidrográficas que os abrange.
