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A oferta de água doce no mundo é pequena e todos sabem que economizá-la é importante. Mas a água que devolvemos à natureza, depois de usá-la, também reduz essa oferta

No Brasil, 13 milhões de pessoas não têm banheiro e menos de 44% da população têm coleta de esgoto. Do que é recolhido, menos de um terço é tratado. Apenas nas 81 maiores cidades do País, são 5,9 bilhões de litros de esgoto sem tratamento despejados por dia. Essa água contaminada polui rios, lagos e mares. Veja o que você pode fazer para ajudar: 


– Além do óleo de cozinha, não despeje inseticidas, pesticidas, tintas à base de óleo, solventes e fluidos de automóveis no esgoto doméstico. Eles devem ser adequadamente eliminados. 


– Cobre das autoridades locais o saneamento na sua região. Ele é fundamental para a saúde e até para o aprendizado. Crianças expostas ao esgoto aprendem 18% menos, devido às faltas às aulas, por ficarem doentes. 


– Use quantidades menores dos produtos de limpeza e higiene, preferindo sempre os biodegradáveis, como os orgânicos, feitos a partir de substâncias naturais. 


– Substâncias caseiras substituem cloro, formaldeído e outros produtos químicos agressivos: 

1. Casca de limão seca é boa para manter as traças longe dos armários e roupas; 

2. Vinagre branco é bom para remover ferrugem, mofo, manchas no tapete, sujeira de banheiros e para tirar o cheiro de cebola, alho e peixe dos utensílios. Só é preciso diluí-lo em água; 

3. Bicarbonato de sódio é bom para limpar o forno e fazer limpeza geral, pois tem ação fungicida. 


Para saber mais, leia a reportagem Manual da limpeza verde


– Ao lavar a louça, retire os restos de comida de pratos e panelas e deixe-os de molho previamente na pia ou numa bacia. Só abra a torneira para enxaguar depois de ensaboar tudo. Isso ajuda a usar menos detergente. 


– Prefira detergentes e sabões em pó com pouco ou nenhum fosfato na fórmula. Essa substância, responsável pela espuma, favorece a proliferação de plantas e algas nos rios, reduzindo a oferta de oxigênio para os peixes. 


– Não jogue remédios ou cosméticos na pia ou no ralo. As substâncias ativas contaminam água e peixes (que serão consumidos por nós). Entregue em postos de coleta que os aceitam para serem incinerados. Quando não for possível, é melhor jogá-los no lixo do que no esgoto. 


– Prefira plantas nativas no jardim. Por serem mais bem adaptadas ao ambiente, elas exigem menos cuidados, consumindo menos água. Se tiver dúvidas, pesquise muito, consulte um especialista ou procure a secretaria do meio ambiente de sua cidade. Em São Paulo, por exemplo, esse órgão mantém um serviço de doação de cinco mudas de plantas nativas por habitante, como mostra o post Mudas do Ibirapuera se espalham pela cidade, do blog do Planeta no Parque 2010


– Ao limpar o quintal, a garagem ou a calçada, evite usar a mangueira como uma “vassoura hidráulica”. Além de aumentar a conta no fim do mês, é mais água tratada sendo desperdiçada. Se precisar lavar a área, varra e recolha o lixo antes. 


Acostumado a passar meses em seu barco, o navegador Amyr Klink aprendeu a usar água sem desperdiça-la. “Podemos usar água não tratada em várias atividades. Uso até a do mar, em uma torneira de água salgada”, diz ele, ressaltando algumas dicas: 

– “Em casa, você pode usar a água da chuva para lavar o quintal, o carro e a garagem, além de regar as plantas e 

– Se for possível, procure investir em um sistema de captação ou incentive essa ideia no seu condomínio”. 

Se quiser saber mais sobre suas ideias para economizar esse recurso, leia a reportagem Amyr Klink contra o desperdício de água, aqui no site. 

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