| Alisson Dozza |
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(Redação Passo Fundo / DM)
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Há dois anos os moradores da Vila Santa Maria 2 lutam pela desapropriação de uma área verde que pertence a Associação de Moradores. São aproximadamente 675m2 que está localizado na Rua Aspirante Jenner. No local, um aposentado começou a construir uma casa para a família, que estaria irregular.
Segundo Izaneti de Oliveira, moradora do bairro, vários pedidos já foram realizados para que a família deixasse o local, mas até o momento pouca coisa foi feito. “Nós não temos resposta do poder público, a gente só quer o que é nosso, nada mais”, salienta a moradora.
No dia 18 de novembro de 2011 foi feito uma intimação através da Secretaria de Patrimônio, obrigando a família a deixar o local em cinco dias, o que não foi cumprido. “A nossa maior preocupação é que a casa está pronta, e para tirar eles depois, como vai ser isso, tinha que ter sido feito antes de acontecer uma coisa dessas”, salienta o Sargento Barbosa, que é um dos moradores mais antigos da comunidade.
Para Izaneti, a desapropriação é importante para que a associação consiga dar sequência em alguns projetos, como a construção da sede e a criação de cursos e clubes de mães: “Com essa ocupação fica difícil a gente levar qualquer projeto adiante, essas pessoas simplesmente tomaram um local que não lhes pertence”, afirma a moradora.

(Casa foi construída ilegalmente em área verde / FOTO: ALISSON DOZZA)
“Inquilinos”
Luiz Carlos Karlinsk tem 53 anos, é aposentado, tem esposa e um filho de 13 anos. Há dois anos e meio se mudou de Palmeira das Missões para Passo Fundo. Ele vivia em uma casa alugada ao lado da área verde, onde pagava R$ 250 de aluguel. O proprietário teria pedido o imóvel de volta e a família teve que deixar o local. “Como eu não tinha para onde ir e ninguém estava usando o terreno, ele começou a ficar abandonado e passei a cuidá-lo e não tive escolha, construi essa casa para ter onde morar, mas não tenho luz e nem água”, justifica o aposentado.
A residência de madeira foi erguida, segundo Karlinsk, com ajuda da igreja, que doou todo o material. Agora ele só vai deixar a moradia se a prefeitura lhe conseguir outra casa: “Eu só saio daqui se a prefeitura me der uma nova casa, e não pode ser em qualquer lugar, já que tenho esposa e filho para sustentar”, justifica o aposentado, que vive com uma renda de um salário mínimo.
Segundo informações do Secretário de Habitação, Clademir Daron, o caso está sendo acompanhado pela Secretaria de Patrimônio. Já no Patrimônio o secretário Paulo Magro foi procurado mas encontrasse em viagem.
Matéria: Diário da Manhã
Deixe seu comentário, você que o que ele fez justifica a ação? Pense em quantas pessoas ainda estão na situação que ele estava e não tomam uma atitude que pode ser para tirar proveitos…