• Sem uma gota de água

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Produtos biodegradáveis e a biolavagem já fazem parte da rotina dos passo-fundenses. Opções reduzem o consumo de água e a agressão ao meio ambiente

Há pouco tempo seria inimaginável lavar um carro sem utilizar água. Mas isto é possível. Novos produtos já estão nas prateleiras de algumas lojas e são utilizados em grande escala por empresas, inclusive em Passo Fundo. E, depois de duas ameaças de racionamento de água, a ordem é economizar.

Uma loja de produtos de limpeza da cidade teve a iniciativa de zelar pelo meio ambiente. Eles vendem, entre outros materiais, um produto para lavagem automotiva feito à base de casca de frutas cítricas, biodegradável, além de uma série de ceras que limpam e protegem a superfície sem a utilização de água.
Conforme a proprietária da distribuidora, Gladis Marostega, a procura pelos biodegradáveis e pela lavagem a seco – ou biolavagem – ainda é baixa, em comparação ao que poderia ser. “Fora do Rio Grande do Sul, e mesmo em algumas capitais, a biolavagem já está sendo utilizada há bastante tempo”, lamenta. Em Brasília, por exemplo, há inclusive um registro para lavadores de automóveis que trabalham com essa limpeza sem água.
Gladis explica que a lavagem a seco funciona da seguinte forma: um conjunto de quatro ceras são aplicadas diretamente na lataria, de forma detalhada, protegendo e desmembrando a sujeira. A loja também trabalha com outros produtos biodegradáveis, porém com necessidade do uso de água. 


(A lavagem a seco, ou biolavagem, reduz o consumo de água / FOTO BIBIANE MOREIRA)

Para não agredir a natureza

Outra solução encontrada, embora utilizando água, é a aplicação de produtos biodegradáveis no lugar dos convencionais e a utilização de cisternas. A Codepas, Companhia de Desenvolvimento de Passo Fundo, traz um exemplo interessante de cuidados com o meio ambiente, utilizando há dois anos esse tipo de material na lavagem de seus ônibus.

André Luis Sartori, Coordenador de Transportes da empresa, conta que o projeto existe há três anos, mas há dois puderam colocá-lo em prática. “O primeiro ano foi para nos adaptarmos ao uso do produto biodegradável, mas já conseguimos efetuar o uso nos dois anos seguintes”, explica. Conforme André, a ideia surgiu da preocupação com um lençol d’água que existe próxima ao local de lavagem dos veículos.

A limpeza da frota, que conta com 33 carros além dos caminhões de lixo, acontece sempre à noite. “Nós temos uma máquina automática, onde é colocado o produto biodegradável no recipiente propício. Ele cai sobre o ônibus e um rolo é passado para espalhar, removendo a sujeira”, complementa André.

(Sustentabilidade (3) – A Codepas já utiliza produtos biodegradáves na lavagem de sua frota há dois anos / FOTO DIVULGAÇÃO)

Já para os caminhões de lixo, também pode ser utilizado esse mesmo produto, mas de uma forma diferente – sem passar pela máquina automatizada. Conforme o Coordenador, “há um cuidado maior ao lavar os caminhões para que não caia chorume no solo, agredindo a natureza. Assim, a limpeza é feita manualmente para que não aconteça contaminação”.

Também é utilizado, no local, uma cisterna que armazena e filtra água para poder utilizá-la na lavagem de motores e caixas. André sugere que esse tipo de coleta seria útil também para a população em geral – evitando, assim, o desperdício de água potável para fins de limpeza.

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