Denúncia encaminhada ao GESP está sendo investigada pela coloração
apresentada nas águas do rio. Amostras foram coletadas e encaminhadas
para análise, laudo fica pronto na metade da próxima semana e deve
apontar se vem ocorrendo contaminação
apresentada nas águas do rio. Amostras foram coletadas e encaminhadas
para análise, laudo fica pronto na metade da próxima semana e deve
apontar se vem ocorrendo contaminação
Odor forte e a água turva, além da poluição que caminha pelas águas
com a correnteza preocupam pessoas como Odari Silmar Dragon, que dentro
da sua propriedade busca a limpeza constante e a proteção do Rio Passo
Fundo. Aos 40 anos, o motorista que reside há três na Rua Aparício
Lângaro que fica no Bairro Victor Graeff, conta que há pelo menos dois
anos percebe a poluição do rio que apresenta constantemente coloração
estranha e forte odor.

com a correnteza preocupam pessoas como Odari Silmar Dragon, que dentro
da sua propriedade busca a limpeza constante e a proteção do Rio Passo
Fundo. Aos 40 anos, o motorista que reside há três na Rua Aparício
Lângaro que fica no Bairro Victor Graeff, conta que há pelo menos dois
anos percebe a poluição do rio que apresenta constantemente coloração
estranha e forte odor.

(Água esbranquiçada foi registrada pelos moradores / FOTO ARQUIVO PESSOAL)
Para solucionar o problema, ele e outros vizinhos já acionaram os órgãos
ambientais, mas nenhuma investigação foi feita para verificar o que
estaria ocorrendo no rio. “É visível a mudança de cor no rio e o cheiro
de produto químico. Quando sentimos o cheio forte, pode ir até o rio que
vai ter alguma cor: branco, amarelado ou escuro. Me criei na beirada do
rio e não havia tanta poluição”, reclama Dragon.
Vistoria
Nesta semana, após um novo incidente que deixou mais uma vez a água do
Rio Passo Fundo esbranquiçada, uma das filhas de Dragon comentou o caso
com integrantes do projeto Navegar, ao qual faz parte e uma vistoria foi
realizada pelo Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP). Amostras de
água foram coletadas e encaminhadas para análises no Laboratório da 6ª
Coordenadoria Regional de Saúde e Laboratório da UPF, para verificar PH,
alcalinidade, demanda química de oxigênio, demanda biológica de
oxigênio e turbidez.

Nesta semana, após um novo incidente que deixou mais uma vez a água do
Rio Passo Fundo esbranquiçada, uma das filhas de Dragon comentou o caso
com integrantes do projeto Navegar, ao qual faz parte e uma vistoria foi
realizada pelo Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP). Amostras de
água foram coletadas e encaminhadas para análises no Laboratório da 6ª
Coordenadoria Regional de Saúde e Laboratório da UPF, para verificar PH,
alcalinidade, demanda química de oxigênio, demanda biológica de
oxigênio e turbidez.

(Reportagem esteve no local e em menos de 10 minutos a água ficou escura / FOTO ALESSANDRA PASINATO)
Conforme o diretor do GESP, Paulo Fernando Cornélio, o material
observado era branco com pequenos flocos. “Na área percorrida não
encontramos vestígios de animais mortos, entretanto, o GESP continua a
monitorar e estamos tentando descobrir o local do despejo. O relato de
moradores das proximidades é que estes fatos vêm ocorrendo com
frequência”, afirma ele. A reportagem do Diário da Manhã esteve no local
nesta quinta-feira (28) para averiguar as informações e em menos de 10
minutos a coloração das águas do rio passou de quase límpida para turva.
Investigação
Segundo Cornélio, a ocorrência está em processo de investigação e o
laudo deve ficar pronto até a próxima quarta-feira (04). Ele comenta que
a suspeita é que algum elemento industrial esteja sendo colocado de
forma irregular no rio. “Acreditamos que não tenha metais pesados, por
que não encontramos peixes mortos. Percorremos em torno de 1 km pelo rio
e não encontramos animais mortos, tanto na margem quanto na calha do
rio e a princípio descaracteriza algum produto mais forte, mas não quer
dizer que não tenhamos a atenção de descobri de onde é a procedência”,
enfatiza o diretor.
O resultado do laudo químico-físico e biológico deve ser concluído até
quarta-feira (04). “Vimos a água esbranquiçada com pequenos flocos de um
material que não conseguimos identificar. Era um material gelatinoso
que se desmanchava. Eram grânulos esbranquiçados, muito intensos, que
percorriam uma extensão de aproximadamente 250 metros”, frisa ele.

Segundo Cornélio, a ocorrência está em processo de investigação e o
laudo deve ficar pronto até a próxima quarta-feira (04). Ele comenta que
a suspeita é que algum elemento industrial esteja sendo colocado de
forma irregular no rio. “Acreditamos que não tenha metais pesados, por
que não encontramos peixes mortos. Percorremos em torno de 1 km pelo rio
e não encontramos animais mortos, tanto na margem quanto na calha do
rio e a princípio descaracteriza algum produto mais forte, mas não quer
dizer que não tenhamos a atenção de descobri de onde é a procedência”,
enfatiza o diretor.
O resultado do laudo químico-físico e biológico deve ser concluído até
quarta-feira (04). “Vimos a água esbranquiçada com pequenos flocos de um
material que não conseguimos identificar. Era um material gelatinoso
que se desmanchava. Eram grânulos esbranquiçados, muito intensos, que
percorriam uma extensão de aproximadamente 250 metros”, frisa ele.

(Situação preocupa moradores como Odari / FOTO ALESSANDRA PASINATO)
Como não foi identificada a substância, é necessário um estudo maior em
torno do tipo de poluição. Conforme Cornélio, toda e qualquer poluição
industrial pode afetar a ictiofauna ou os peixes, além das margens com
vegetação ripária, como também a população que mora nas proximidades.
Segundo o diretor do GESP, foi entregue nesta quinta-feira (28), um
documento para o Ministério Público, Secretaria de Meio Ambiente e
Companhia Ambiental sobre o assunto. “Temos que pesquisar e identificar
os agressores e responsabilizar para parar o desejo de material
irregular do rio”, conclui.
Via: Diário da Manhã
————————
Coloração esbranquiçada denunciada por moradores das margens do rio preocupa ecologistas
Águas do Rio Passo Fundo, no trecho que passa no bairro Victor Issler, estava com aspecto esbranquiçado e com mau cheiro na manhã de ontem (26). A denúncia foi feita por moradores que relatam que a situação ocorre com frequência. O Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (Gesp) recebeu a denúncia e foi até o local, nos fundos da Rua Aparício Lângaro. Amostras de água foram coletadas e encaminhadas para os laboratórios da UPF e da 6ª Coordenadoria de Saúde. Serão realizadas análises do PH da água, matéria orgânica, oxigênio dissolvido, alcalinidade, demanda química de oxigênio, demanda biológica de oxigênio e coliformes fecais. “A primeira avaliação parecia de matéria orgânica em suspensão, mas foi descartada esta hipótese, porque o cheiro não era de esgoto. Era um cheiro químico. Um ofício será encaminhado para a Secretaria do Meio Ambiente e Companhia Ambiental da Brigada Militar e um relatório será entregue ao Ministério Público nesta quarta-feira”, explicou o integrante do Gesp, Paulo Fernando Cornélio.
De acordo com o morador Odari Silmar Dragon, a água esbranquiçada e o cheiro forte são frequentes. “Ocorre de duas a três vezes por semana. É um cheiro forte como se fosse um remédio. O rio passa atrás da minha casa e isso ocorre há cerca de dois anos. Já tentei denunciar, mas nada foi feito. Me criei na beira do rio e é uma pena o que está acontecendo. Os peixes sumiram. Acho que as crianças que estão nascendo não vão mais ver o rio. Todo mundo deveria cuidar”, declarou o morador.
Via: O Nacional