O Nacional
Grupo que realizou expedição de barco
até o Uruguai chega a Passo Fundo
até o Uruguai chega a Passo Fundo
Integrantes
do projeto Navegar chegaram na segunda-feira (20). Expedição durou 12 dias
do projeto Navegar chegaram na segunda-feira (20). Expedição durou 12 dias
Natália
Fávero/ON
Fávero/ON
A
oitava e última etapa do projeto Navegar Rio Passo Fundo, da Nascente ao Mar,
foi concluída com sucesso. O grupo passo-fundense formado inicialmente por 15
pessoas viajou de Iraí, no Rio Grande do Sul, até Montevidéu, no Uruguai. A
expedição foi realizada entre os dias 8 e 20 de janeiro e contou com uma
embarcação sustentável construída com taquaras, garrafas pet e tecidos
retirados de guarda-chuvas. Os integrantes da expedição chegaram a Passo Fundo
por volta das 22h50 de segunda-feira (20) e foram recepcionados por familiares
e representantes do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (Gesp).
oitava e última etapa do projeto Navegar Rio Passo Fundo, da Nascente ao Mar,
foi concluída com sucesso. O grupo passo-fundense formado inicialmente por 15
pessoas viajou de Iraí, no Rio Grande do Sul, até Montevidéu, no Uruguai. A
expedição foi realizada entre os dias 8 e 20 de janeiro e contou com uma
embarcação sustentável construída com taquaras, garrafas pet e tecidos
retirados de guarda-chuvas. Os integrantes da expedição chegaram a Passo Fundo
por volta das 22h50 de segunda-feira (20) e foram recepcionados por familiares
e representantes do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (Gesp).
Os
integrantes do projeto, que iniciou no dia 19 de outubro de 2013, percorreram
em três meses toda a extensão rural e urbana do Rio Passo Fundo a pé e de Iraí
até Montevidéu utilizaram duas embarcações e quatro veículos. A expedição que
iniciou em Iraí no dia 8, contabilizou 2.780 quilômetros por estrada e cerca de
400 quilômetros por água. Durante o dia, parte dos integrantes utilizava nas
áreas navegáveis o veleiro Cecy e outra embarcação revestida com fibra e outro
grupo costeava o rio Uruguai pelas estradas. A expedição contou com sete
acampamentos realizados no Rio Grande do Sul em Iraí, Barra do Guarita, Porto
Mauá, Itaqui, São Borja, Uruguaiana, Barra do Quaraí e outros três pousos no
Uruguai, nas cidades de Salto, Colônia de Sacramento e Montevidéu.
integrantes do projeto, que iniciou no dia 19 de outubro de 2013, percorreram
em três meses toda a extensão rural e urbana do Rio Passo Fundo a pé e de Iraí
até Montevidéu utilizaram duas embarcações e quatro veículos. A expedição que
iniciou em Iraí no dia 8, contabilizou 2.780 quilômetros por estrada e cerca de
400 quilômetros por água. Durante o dia, parte dos integrantes utilizava nas
áreas navegáveis o veleiro Cecy e outra embarcação revestida com fibra e outro
grupo costeava o rio Uruguai pelas estradas. A expedição contou com sete
acampamentos realizados no Rio Grande do Sul em Iraí, Barra do Guarita, Porto
Mauá, Itaqui, São Borja, Uruguaiana, Barra do Quaraí e outros três pousos no
Uruguai, nas cidades de Salto, Colônia de Sacramento e Montevidéu.
Um
relatório será elaborado com todos os detalhes da viagem e será entregue para a
Escola Cecy Leite Costa e para o Gesp. As despesas deverão ser custeadas
através de uma parceria com a Corsan e Escola Cecy Leite Costa.
relatório será elaborado com todos os detalhes da viagem e será entregue para a
Escola Cecy Leite Costa e para o Gesp. As despesas deverão ser custeadas
através de uma parceria com a Corsan e Escola Cecy Leite Costa.
Desafios
O
idealizador das embarcações sustentáveis, o professor Antônio Carlos
Rodrigues, disse que um dos momentos mais difíceis foi logo no início do
trajeto, em Iraí, quando colocaram as embarcações no Rio Uruguai, e nas
primeiras corredeiras, o barco raspou em uma pedra. Outro momento de apreensão
foi logo depois de Iraí. Houve um problema no motor de um dos barcos e o grupo
ficou duas horas a deriva. “Foram momentos tensos, mas também vivemos grandes
momentos de beleza e contamos com a solidariedade da população. A nossa
preocupação era principalmente com a segurança dos estudantes. Queríamos uma
aventura responsável e ficamos felizes e aliviados quando chegamos a Passo
Fundo e todos estavam bem”, declarou o professor.
idealizador das embarcações sustentáveis, o professor Antônio Carlos
Rodrigues, disse que um dos momentos mais difíceis foi logo no início do
trajeto, em Iraí, quando colocaram as embarcações no Rio Uruguai, e nas
primeiras corredeiras, o barco raspou em uma pedra. Outro momento de apreensão
foi logo depois de Iraí. Houve um problema no motor de um dos barcos e o grupo
ficou duas horas a deriva. “Foram momentos tensos, mas também vivemos grandes
momentos de beleza e contamos com a solidariedade da população. A nossa
preocupação era principalmente com a segurança dos estudantes. Queríamos uma
aventura responsável e ficamos felizes e aliviados quando chegamos a Passo
Fundo e todos estavam bem”, declarou o professor.
Veleiro Cecy foi atração
O veleiro Cecy fez sucesso por
onde passou. Construído com material reciclável na própria escola possui
capacidade para cinco a seis pessoas e pesa entre 150 a 180 quilos. Na parte do
casco foram utilizadas cerca de 60 varas de taquara. O fundo foi preenchido com
1,2 mil garrafas pet. Já a vela, medindo 5,7 metros, foi toda confeccionada com
tecidos retirados de guarda-chuvas. “O barco virou sensação por onde
passou. Até o pessoal da Marinha, em Uruguaiana, ficou impressionado. Ele tem
flutuabilidade e estabilidade. Não conseguimos levar ele para Montevideu, por
questões de segurança, mas a outra embarcação feita com isopor e outros
materiais recicláveis recebeu autorização”, revelou o professor Rodrigues.
onde passou. Construído com material reciclável na própria escola possui
capacidade para cinco a seis pessoas e pesa entre 150 a 180 quilos. Na parte do
casco foram utilizadas cerca de 60 varas de taquara. O fundo foi preenchido com
1,2 mil garrafas pet. Já a vela, medindo 5,7 metros, foi toda confeccionada com
tecidos retirados de guarda-chuvas. “O barco virou sensação por onde
passou. Até o pessoal da Marinha, em Uruguaiana, ficou impressionado. Ele tem
flutuabilidade e estabilidade. Não conseguimos levar ele para Montevideu, por
questões de segurança, mas a outra embarcação feita com isopor e outros
materiais recicláveis recebeu autorização”, revelou o professor Rodrigues.
Espírito de grupo
A ideia da
expedição era chamar a atenção da população para a importância de preservar os
recursos hídricos. Outro professor que também participou da expedição, Andre
Luis Correa de Camargo, salientou que esta viagem só foi concluída devido ao
espírito de grupo e pelo acolhimento que tiveram durante o trajeto. “O espírito
de grupo foi muito importante, porque um dependia do outro para realizar o
percurso. A cultura das pessoas e a receptividade do povo também foi uma grande
experiência. Em um dos pontos quando ficamos sem combustível, conheci alguns
ribeirinhos. Eles coletavam água do rio para irrigação e também pescavam no rio
para se alimentar. Pude sentir como estas pessoas vivem as margens do Rio
Uruguai”, disse o professor.
expedição era chamar a atenção da população para a importância de preservar os
recursos hídricos. Outro professor que também participou da expedição, Andre
Luis Correa de Camargo, salientou que esta viagem só foi concluída devido ao
espírito de grupo e pelo acolhimento que tiveram durante o trajeto. “O espírito
de grupo foi muito importante, porque um dependia do outro para realizar o
percurso. A cultura das pessoas e a receptividade do povo também foi uma grande
experiência. Em um dos pontos quando ficamos sem combustível, conheci alguns
ribeirinhos. Eles coletavam água do rio para irrigação e também pescavam no rio
para se alimentar. Pude sentir como estas pessoas vivem as margens do Rio
Uruguai”, disse o professor.
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Diário da Manhã
Novas perspectivas
Na noite de segunda-feira (20), os 17 participantes do projeto Navegar voltaram com uma bagagem muito grande de experiências e de novas perspectiva para fazer a mudança necessária
| Redação Passo Fundo |
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(Redação Passo Fundo / DM)
redacao@diariodamanha.net
|
Depois de 12 dias de viagem o grupo que participou do projeto Navegar retornou para casa. Muitos estavam cansados, mas trouxeram experiências e expectativas de colocar em prática novas ideias. Professor do Colégio Estadual Cecy Leite de Costa, Antônio Carlos Rodrigues, conta que o projeto foi feito por fases. “Tivemos nove fazes, sendo que cinco foram dentro do perímetro urbano de Passo Fundo, onde a cada semana era feita uma caminhada, com tempo de descanso e organização. A fase final foi de uma vez só, saindo dia 8 de janeiro de Passo Fundo”, comenta.
De Passo Fundo a Iraí, o grupo percorreu um trajeto de 2,780 km pela terra e 1,3 mil km feitos pela água. O projeto mescla educação com o meio ambiente e foi uma aventura até o Oceano Atlântico, seguindo pelo rio Uruguai até a capital uruguaia Montevidéu.

(Grupo retornou na segunda-feira (20), com novas ideias novos projetos que pretende passar para comunidade / FOTO: DIVULGAÇÃO)
Pelo caminho
O ambientalista Jamir Zamarchi conta que através desse projeto se buscou atrair novas ideias e a conscientização para conseguir ou tentar evitar a poluição do Rio Passo Fundo. “Nossa ideia é tentar colocar uma rede com uma espécie de barco, que possa pegar o lixo que fica acumulado no leito do rio”, explica. O grupo encontrou dificuldades no caminho, atrasos e paradas para legalização nos órgãos competentes, mas seguiram a viagem até o destino final sem maiores percalços. “Em Irai foi colocado o barco na água, onde foi deslocado para o Barra do Guarita. O grupo foi bem recebido pelo pessoal do local. O trajeto teve que ser modificado entre Barra da Guarita e Porto Mauá por ser um trajeto perigoso com muita correnteza, então o trajeto foi feito por terra, chegando até Porto Mauá o barco voltou para a água”, conta ele.
No percurso, o grupo pode conhecer pessoas e lugares novos. “Continuamos nosso trajeto para São Borja, ficamos perto do leito do rio. Foi parado em uma das ilhas do rio Uruguai e fomos para Itaqui onde também fomos bem recebidos. Em Uruguaiana, recebemos orientação da Brigada e fomos até a Capitania dos Portos, onde fizemos um esforço para conseguir registrar o barco”, declara.

(Passeio dos barcos em águas diferentes, projeto sendo colocado em prática. / FOTO: DIVULGAÇÃO)
Algumas experiências
O que chamou a atenção do grupo foi a solidariedade a cumplicidade das pessoas nas cidades onde passaram. “Viemos uma relação com o rio muito mais intensa, inclusive de subsistência. Os que moram na beira do rio dependem do peixe e tem uma preocupação muito maior” explica ele. O professor ainda comenta que é visível o descaso pela parte da área urbana, que trata o rio como um depósito de lixo, além do descaso na região rural de Passo Fundo, enfatizando o desrespeito com a mata. “Não há respeito pelas leis que protegem a mata ciliar, onde os defensivos agrícolas acabam escoando e vão para dentro do rio. E a grande preocupação dos povos para o futuro é a redução dos peixes e a qualidade, além do aumento da poluição. O que nos chama a atenção e é visível e a quantidade de pets que nosso rio acumula, é absurdo. Deve haver uma política para fiscalizar, para reduzir o número de garrafas”, afirma o professor.
Via: Diário da Manhã
