Para o piloto uma solução seria investir em equipamentos de navegação, já que os atuais têm no mínimo 15 anos de uso
Créditos: Rádio Uirapuru
O Aeroporto Lauro Kortz, mais uma vez, esteve hoje no centro das discussões após jato da Avianca, que veio de São Paulo, não conseguir pousar devido aos fortes ventos que atingiram a cidade. Cerca de 80 passageiros acabaram indo até a capital catarinense, Florianópolis (SC), já que Porto Alegre e Chapecó (SC), também apresentavam problemas para pouso com vento. Em Passo Fundo apenas a empresa Azul, que opera com aviões menores, conseguiu pousar e decolar normalmente.
Os passageiros da Avianca foram acomodados em voos da Azul, seguiram de ônibus ou aguardam em hotéis na cidade até que as condições normais de operação seja reestabelecidas.
O fato reacendeu a polêmica sobre a localização e estrutura do Aeroporto. Pilotos antigos relataram, diversas vezes, que a construção do equipamento, onde hoje se localiza, foi uma escolha equivocada.
A Rádio Uirapuru realizou várias matérias relembrando o caso do Aeroporto Leonel de Moura Brizola, nunca construído, mas que chegou a ter terraplenagem e cercamento realizados. Ele seria uma alternativa para o futuro, sendo implantado às margens da BR-285, próximo ao antigo Posto Pampa. O ponto foi escolhido com base em amplo estudo na época, que apontou aquela região como o mais protegida contra ventos e neblina, problemas que atualmente atingem Aeroporto Lauro Kortz.
Perto de onde deveria estar o Aeroporto Brizola, está o Aeroclube, que dificilmente é afetado e opera em dias de vento ou neblina. Recentemente foi garantida verba de R$ 44 milhões, do Governo Federal, para a reforma do Lauro Kortz, mas a grande pergunta é: será viável investir mais dinheiro em um aeroporto que estaria em local desfavorável?A preocupação das autoridades é acelerar a liberação ambiental e começar a reforma, que prevê alargamento da pista, novo terminal e equipamentos de navegação novos.
O experiente piloto Eduardo Rocha, de Passo Fundo, explicou que a atual localização do Aeroporto tem pontos positivos e negativos. O fato de estar em local aberto diminui os riscos nas aproximações, mas os frequentes nevoeiros e ventos tornam-se um problema.
Para o piloto uma solução seria investir em equipamentos de navegação, já que os atuais têm no mínimo 15 anos de uso. Ele também frisou que existe um tipo de equipamento via satélite, que apresenta custo baixo, precisando apenas de força de vontade e interesse para sua implantação.
Eduardo Rocha lembrou que a visão dos passageiros é muito limitada. Em sua opinião para eles o que importa é o conforto no terminal de embarque, com bons banheiros, praça de alimentação e estacionamento. No entanto, o que deve ser levado em consideração, em primeiro lugar, são investimentos em segurança.
Para o piloto as lideranças da cidade estão mais preocupadas com aspectos irrelevantes, como interesses pessoais e autopromoção. Registrando que de nada adianta atrair aeronaves modernas se a navegação tem limitações para problemas do dia a dia da aviação.
Ele alertou que as discussões sobre reformas, investimentos e mudanças têm a participação de muitas pessoas, menos de pilotos e profissionais do ramo, que realmente estão envolvidos e entendem o que é preciso para aumentar confiabilidade das operações do Aeroporto.
Via: Uirapuru
