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O verão está com força total. Caminhar
pelas ruas é um desafio constante para os pedestres, como também para todos que
precisam trabalhar enfrentando os raios solares, como motoristas, pedreiros,
ambulantes, agricultores, garis e carteiros, entre outros. Os perigos com a
exposição ao sol é preocupante, pois os raios solares podem ser prejudiciais à
saúde, principalmente quando o índice de ultravioleta (IUV) chega ao nível
extremo, como ontem. Segundo a meteorologista da Metsul, Estael Sias, o índice
ultravioleta é uma medida da intensidade da radiação UV, relevante aos efeitos
sobre a pele humana, incidente sobre a superfície da Terra.
O lUV representa o máximo de radiação ultravioleta ao meio-dia, o horário da
maior intensidade de radiação solar. Estael ainda explica que como a cobertura
de nuvens é algo muito dinâmico e variável, o IUV é sempre apresentado para uma
condição de céu claro. Isto é, para ausência de nuvens que, na maioria dos
casos, representa a máxima intensidade de radiação. “De acordo com recomendações
da Organização Mundial da Saúde (OMS), esses valores são agrupados em
categorias de intensidades”, ressalta. A partir do nível 11 é considerado
extremo, caso de ontem. A cuidadora Vera Lúcia Ventura, 66 anos, precisou da
sombrinha para poder transitar nas ruas de Canoas. “Não estava querendo
pegar sol, mas não deu para escapar.”
CUIDADOS
Médicos alertam para limitar a exposição ao sol, procurar lugares à sombra,
usar roupas que protejam, chapéus e óculos.Também é recomendado o uso de protetor
solar. A insolação e a desidratação também podem ser ocasionadas pela exposição
excessiva ao sol e ao tempo quente. A recomendação é beber ao menos dois litros
de água por dia e sempre aplicar o filtro solar.
Sem o uso de protetor solar, os raios alcançam a derme (UVA) e epiderme (UVB),
agredindo a pele. (Ver imagem)
IUV está atrelado à concentração de ozônio
Estael Sias explica que alguns elementos são imprescindíveis para o cálculo do
IUV, como a concentração de ozônio. Ele é o principal responsável pela absorção
de radiação UV. “A concentração de ozônio, medida em unidades Dobson (DU),
integrada na coluna atmosférica é utilizada como parâmetro de entrada no modelo
computacional utilizado para o cálculo do IUV. Essa concentração de ozônio é
distribuída verticalmente de acordo com perfis atmosféricos teóricos relativos
a posição geográfica. A concentração máxima de ozônio localiza-se na
estratosfera, entre 20 e 40 quilômetros de altitude”.
Quanto mais alta é a localidade, menor é a quantidade de ozônio na coluna
atmosférica e, com isso, maior a quantidade de energia ultravioleta incidente
na superfície. A quantidade de ozônio reduz em torno de 1% para cada
quilômetro, o que provoca aumento de cerca de 6% na incidência do UV. |
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