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| Foto Divulgação |
O que era para ser uma Operação de 15 dias, se estendeu por dois meses. A estimativa inicial de 160 mil pneus se transformou em mais de 1.050 tonelada de pneus.
Em uma reunião entre município, Batalhão Ambiental da Brigada Militar e Defesa Civil, o município de Ernestina finalizou a operação de recolhimento dos pneus que estavam abrigados em um deposito irregular no município.
Os pneus foram descobertos no dia 13 de fevereiro, Dia Nacional de Mobilização contra o mosquito Aedes Aegypti. Em seguida uma força tarefa liderada pelo município foi organizada para a remoção.
A Prefeitura de Ernestina firmou uma parceria com a Reciclanip, associação paulista sem fins lucrativos que desenvolve ações de recolhimento e destinação de pneus em todo país. Os pneus recolhidos no deposito foram encaminhados para a reciclagem no Paraná e em São Paulo.
Segundo o prefeito de Ernestina, Odir João Boehm, hoje amanhã alguns pneus que restam serão retirados do local. Dois pavilhões ainda abrigam pneus, mas como não há água que possibilitaria a criação do mosquito Aedes Aegypti, fica a cargo da Justiça o recolhimento ou não do material.
Na sexta-feira o município deve encaminhar um documento ao Ministério Público informando a conclusão das ações e solicitando que o MP faça uma vistoria no local. Caso haja necessidade retorno ao local, o município vai solicitar proteção policial já que houve resistência e situações de ameaça do proprietário do local contra as pessoas que trabalhavam na remoção.
Município busca ajuda financeira
Nos dois meses de trabalho o município cedeu servidores e duas máquinas trabalhavam em dois turnos para agilizar a remoção dos pneus. A prefeitura contabiliza um gasto aproximado de R$ 150 mil, de recursos próprios investidos na ação.
“Nós tivemos que tirar as máquinas que faziam manutenção das estradas nas comunidades do interior em pleno período de safra e estamos com dificuldades para pagar a folha do próximo mês. Em um município de pequeno porte, em um período de recessão econômica R$ 100 mil fazem diferença”, afirma Boehm.
Mesmo com os desafios, a equipe do município comemora o fim da operação. “A operação foi difícil de realizar, com muito trabalho braçal, mas evitamos um possível criadouro de Aedes Aegypti e não tivemos nenhum caso do vírus no município”.
Local é investigado desde 2008Em 2008, ao tomar conhecimento da prática do proprietário na área, o município acionou e comunicou o 3º Batalhão Ambiental da Brigada Militar que o proprietário havia iniciado um depósito de pneus a céu aberto, e que a Vigilância Sanitária Municipal já encontrava dificuldades em acessar a área.
Em 2012, uma sentença judicial determinou que o proprietário cumprisse a ordem judicial, inclusive com multa diária caso não seguisse a decisão, resolução que não foi cumprida até o dia 13 de fevereiro de 2016, até que a força tarefa de retirada dos pneus iniciou.
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| Foto: Sirlei Pazinato |
