• Vistoria na Vila Ricci não apresenta irregularidades

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Órgãos e entidades monitoram situação do mau cheiro próximo a Estação de Tratamento da Semeato, alvo de reclamação de moradores há mais de um ano

O Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP), representantes da 1a Promotoria de Justiça Especializada do Ministério Público, da Companhia de Policiamento Ambiental da Brigada Militar e o vereador Isamar Oliveira, pela Câmara de Vereadores realizaram uma vistoria na Estação de Tratamento da empresa Semeato, na Vila Ricci, na última quarta-feira (11). Há pelo menos um ano, denúncias são encaminhadas ao Ministério Público em razão do odor próximo ao local, que incomoda a comunidade.

Na terça-feira (10), representantes da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) também visitaram a Estação de Tratamento. Na oportunidade, a equipe de Porto Alegre fez um levantamento técnico com componentes das lagoas da região, com revisão no licenciamento ambiental e verificação de produtos utilizados. O GESP vai protocolar um documento para a Fepam com solicitação de resposta sobre a vistoria.

De acordo com o presidente do GESP, Paulo Fernando Cornélio, não foi identificado nenhum odor referente a Estação de Tratamento durante a vistoria. ”Não conseguimos encontrar nada que pudesse comprometer pela falta de tratamento. É um fato que já vem ocorrendo há mais de um ano, mas naquele momento não foi detectado. Não encontramos problemas mais sérios”, afirma. Entretanto, o presidente alega que, apesar de não detectar irregularidades, a atenção será redobrada nessa questão. ”Vamos continuar acompanhando, mesmo que não tenhamos encontrado nada que pudesse comprometer pela falta de tratamento. Os moradores precisam ficar atentos, a população pode contribuir com isso”, completa.

O promotor de justiça Paulo Cirne, da 1a Promotoria de Justiça Especializada do Ministério Público constatou que não houve irregularidade apresentada no funcionamento da Estação. ”O odor que estava lá está dentro do que é considerável e aceitável para este tipo de atividade. Em tese, não houve nada de irregular no dia. Se a empresa estiver operando daquela forma, significa que os problemas gerados em 2014 e 2015 estariam superados a partir de medidas que a empresa já adotou. Porém, como se trata de uma atividade com potencial de poluição bem razoável no odor, há uma necessidade de acompanhar o caso”, argumenta.

Investigação continua
O GESP vai investigar os motivos pelo odor pela falta de tratamento. Cornélio alerta que a pesquisa é fundamental para perceber a veracidade dos fatos. ”Identificamos que o arroio Santo Antônio, que passa próximo, possui uma carga orgânica bem considerável. Só que precisa fazer um estudo para comprovar o odor”, declara.

O GESP vai solicitar quatro análises da água para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente para verificar o índice de poluição no arroio. ”Vamos ver como está a situação da poluição. O que também identificamos é que a poluição do Santo Antônio não está ligado com a Estação de Tratamento. Pode ser um problema de esgoto doméstico ou de outras empresas que despejam material lá. Então haverá necessidade de fazer uma investigação mais aprofundada para identificar esse tipo de odor que afeta a comunidade”, finaliza Cornélio.

Via: Diário da Manhã
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