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| Foto: Matheus Moraes / DM |
Há possibilidade de haver falta de água em Passo Fundo a partir de 2020. A informação é apontada pelo Plano de Bacia, um estudo que foi desenvolvido de 2010 a 2012 e diagnosticou a quantidade e a qualidade da água, além da demanda de consumo dos 40 municípios da região que são abastecidos pela Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo. Atualmente 50% do volume de água disponível na bacia é para consumo humano, enquanto 23% é destinado para pecuária e agricultura, 18% para indústrias e 9% para outros fins.
Etapa C: próximos passos
Depois de diagnosticado, foi realizado o prognóstico de futuro, que indicou a possibilidade de escassez de água a partir de 2020. A próxima fase do CBHPF, denominada Etapa C, é desenvolver programas de ação para minimizar a falta de recursos hídricos nos próximos anos. De acordo com o presidente do Comitê, Claudir Alves, as açõe estão paradas desde 2012. ”Não estamos andando há quatro anos. O governo do Estado colocou esse problema nas prioridades para serem executadas dentro do programa para 2017”, relata.
Qualidade da água e fiscalização
Outra preocupação do Gesp é quanto a qualidade da água oferecida em Passo Fundo. Segundo o diretor Cornélio, a população não cumpre com suas responsabilidades. Além disso, ele reitera que a fiscalização – que é de responsabilidade da Prefeitura – não acontece no município. ”Dentro do perímetro urbano temos problemas na qualidade da água do Rio Passo Fundo. A população não cumpre com sua obrigação e o processo fiscalizatório não é feito. Mesmo com investimentos realizados pela Corsan, de possuir uma coletora para que o esgoto não ingresse no rio, tenha tratamento e caia no rio já tratada, a água não é bem cuidada por grande parcela da população”, reclama o diretor.
Frente Parlamentar Mista de Recursos Hídricos
O movimento criado para discussão sobre a água em Passo Fundo e propor ações de preservação e proteção dos recursos hídricos da cidade recebeu o estudo, que foi apresentado pelo CBHPF. Segundo Cornélio, houve uma necessidade de criar esse elo com a Câmara de Vereadores em razão da gravidade da situação. ”Não é cumprido o papel fiscalizatório e não estão dando a devida importância a um assunto extremamente importante como esse”, completa o diretor do GESP ao se referir da administração pública da cidade.
O estudo
O estudo, que contém centenas de páginas, foi realizado por uma empresa passo-fundense e apresenta dados econômicos, sociais e a disponibilidade de água da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo, que é abastecida pelo Rio Passo Fundo e o Arroio Miranda. O Plano de Bacia é uma ferramenta dentro do enquadramento de 2012, aprovado pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos.