Objetivo do encontro foi buscar aliança com agricultores no projeto que visa conservação do Rio Passo Fundo. As saídas a campo do módulo IV, que consiste da saída de Passo Fundo até Pontão, deve iniciar em outubro
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| Foto: Divulgação / Gesp |
O trabalho de educação ambiental e preservação do Rio Passo Fundo continua sendo executado pelos órgãos públicos ambientais. Nessa semana, uma reunião entre o Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (Gesp), Departamento de Biodiversidade da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Debio), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAM), Companhia de Policiamento Ambiental, Ministério Público e proprietários de áreas rurais procurou aproximar ambientalistas dos agricultores para iniciar um processo de recuperação de áreas do módulo IV, nas proximidades da estrada Transbrasiliana até a divisa do município de Pontão.
O projeto em parceria entre órgão e entidade iniciou no ano 2000, quando uma proposta de enfrentar problemas relacionados ao Rio Passo Fundo dentro da área de abrangência do município foi apresentado ao promotor de justiça Paulo Cirne. De acordo com o diretor do Gesp, Paulo Fernando Cornélio, a primeira fase do projeto, denominada de módulo I, entre o Povinho Velho até a entrada do município de Passo Fundo, na perimetral leste, já foi concluída. ”A primeira fase, nas nascentes, já foi finalizada. São quatro áreas divididas do Rio Passo Fundo, duas na área urbana e duas na área rural. Tivemos resultados positivos naquela área, porque os agricultores conseguiram recuperar as matas ciliares”, explica.
Para a reunião do módulo IV ser realizada, os órgãos públicos descobriram os nomes dos proprietários das áreas rurais próximas ao Rio Passo Fundo para participarem do encontro. O objetivo dela foi explicar o trabalho de educação ambiental e apresentar um convite de participação no projeto para recuperar as áreas que não possuem cobertura florestal, conforme determina a legislação. ”Foi tudo explicado para os agricultores. Essa reunião visou o contato com eles, porque a partir de outubro, o Gesp e outras instituições vão a campo fazer um levantamento das áreas onde faltam cobertura florestal”, afirma Cornélio. Ele diz, ainda, que há possibilidade de replantio nas margens, ou seja, de contribuintes de alguns arroios tributários ao Rio Passo Fundo, além do próprio riacho.
De acordo com o diretor do Gesp, a proposta apresentada em reunião para os proprietários é para conseguir novos aliados no projeto. ”Não queremos confrontá-los, mas chamá-los para o nosso lado. Eles têm que entender que vão cumprir a legislação também”, completa Cornélio. A saída a campo do Gesp também será a oportunidade de alguns estudantes de Engenharia Ambiental e Ciências Biológicas, da Universidade de Passo Fundo (UPF), ganharem experiência na sua formação acadêmica. ”Nós vamos com alguns estudantes fazer esse trabalho, para que isso faça parte da formação deles como futuros profissionais”, salienta.
O promotor de justiça Paulo Cirne relata que os proprietários presentes compreenderam o objetivo do projeto. ”Ficaram satisfeitos com as informações passadas pelos órgãos ambientais. O mais importante é que entendam a importância da proteção da área de preservação permanente que é de 30 metros, além da preservação de banhos e do entorno das nascentes”, afirma. Segundo o promotor, a parceria criada em reunião deve refletir nas vistorias do Gesp e ter resultado positivo, assim como o módulo I. ”O primeiro trabalho já foi concluído e foi excelente. Com a satisfação desses proprietários presentes, as vistorias que serão realizadas devem ajudar na preservação do Rio”, reitera.
Projeto Rio Passo Fundo – Sociedade e Cidadania
O projeto surgiu em 2000 e inicialmente foi direcionado para propriedades rurais situadas no trecho do Rio Passo Fundo dentro da área de abrangência do município num raio fora da zona urbana. Sem caráter punitivo, mas de orientação, órgãos públicos da área ambiental e proprietários rurais são parceiros no projeto na busca por soluções para eventuais problemas ambientais que as áreas tenham. Dessa forma, o projeto visa orientar da melhor forma para corrigir possíveis falhas em propriedades, além de fornecer mudas para plantio, caso haja necessidade de reflorestamento. Em via de regra, a área de preservação permanente é de 30 metros a partir do Rio Passo Fundo. A preservação de banhados e o entorno de nascentes também são preocupações englobadas no projeto.
Auxílio da tecnologia e do Projeto Navegar
Desde 2000 com o projeto, o diretor do Gesp garante que antigamente, quando não era possível utilizar da tecnologia, a vistoria era realizada a pé nas áreas rurais. Com o passar dos anos, a tecnologia virou aliada do projeto. ”Vamos a campo fazer o levantamento com o geoprocessamento. Quando nos começamos, lá em 2000, não tínhamos acesso ao satélite, percorríamos a pé”, conta. Outra possibilidade para as saídas rurais, a partir de outubro, é a utilização de barcos do Projeto Navegar. ”Nós já queríamos fazer isso no início do ano, mas não foi possível por alguns motivos. Teremos a possibilidade de colocar os barcos para nos ajudar no projeto”, acrescenta.
O projeto em parceria entre órgão e entidade iniciou no ano 2000, quando uma proposta de enfrentar problemas relacionados ao Rio Passo Fundo dentro da área de abrangência do município foi apresentado ao promotor de justiça Paulo Cirne. De acordo com o diretor do Gesp, Paulo Fernando Cornélio, a primeira fase do projeto, denominada de módulo I, entre o Povinho Velho até a entrada do município de Passo Fundo, na perimetral leste, já foi concluída. ”A primeira fase, nas nascentes, já foi finalizada. São quatro áreas divididas do Rio Passo Fundo, duas na área urbana e duas na área rural. Tivemos resultados positivos naquela área, porque os agricultores conseguiram recuperar as matas ciliares”, explica.
Para a reunião do módulo IV ser realizada, os órgãos públicos descobriram os nomes dos proprietários das áreas rurais próximas ao Rio Passo Fundo para participarem do encontro. O objetivo dela foi explicar o trabalho de educação ambiental e apresentar um convite de participação no projeto para recuperar as áreas que não possuem cobertura florestal, conforme determina a legislação. ”Foi tudo explicado para os agricultores. Essa reunião visou o contato com eles, porque a partir de outubro, o Gesp e outras instituições vão a campo fazer um levantamento das áreas onde faltam cobertura florestal”, afirma Cornélio. Ele diz, ainda, que há possibilidade de replantio nas margens, ou seja, de contribuintes de alguns arroios tributários ao Rio Passo Fundo, além do próprio riacho.
De acordo com o diretor do Gesp, a proposta apresentada em reunião para os proprietários é para conseguir novos aliados no projeto. ”Não queremos confrontá-los, mas chamá-los para o nosso lado. Eles têm que entender que vão cumprir a legislação também”, completa Cornélio. A saída a campo do Gesp também será a oportunidade de alguns estudantes de Engenharia Ambiental e Ciências Biológicas, da Universidade de Passo Fundo (UPF), ganharem experiência na sua formação acadêmica. ”Nós vamos com alguns estudantes fazer esse trabalho, para que isso faça parte da formação deles como futuros profissionais”, salienta.
O promotor de justiça Paulo Cirne relata que os proprietários presentes compreenderam o objetivo do projeto. ”Ficaram satisfeitos com as informações passadas pelos órgãos ambientais. O mais importante é que entendam a importância da proteção da área de preservação permanente que é de 30 metros, além da preservação de banhos e do entorno das nascentes”, afirma. Segundo o promotor, a parceria criada em reunião deve refletir nas vistorias do Gesp e ter resultado positivo, assim como o módulo I. ”O primeiro trabalho já foi concluído e foi excelente. Com a satisfação desses proprietários presentes, as vistorias que serão realizadas devem ajudar na preservação do Rio”, reitera.
Projeto Rio Passo Fundo – Sociedade e Cidadania
O projeto surgiu em 2000 e inicialmente foi direcionado para propriedades rurais situadas no trecho do Rio Passo Fundo dentro da área de abrangência do município num raio fora da zona urbana. Sem caráter punitivo, mas de orientação, órgãos públicos da área ambiental e proprietários rurais são parceiros no projeto na busca por soluções para eventuais problemas ambientais que as áreas tenham. Dessa forma, o projeto visa orientar da melhor forma para corrigir possíveis falhas em propriedades, além de fornecer mudas para plantio, caso haja necessidade de reflorestamento. Em via de regra, a área de preservação permanente é de 30 metros a partir do Rio Passo Fundo. A preservação de banhados e o entorno de nascentes também são preocupações englobadas no projeto.
Auxílio da tecnologia e do Projeto Navegar
Desde 2000 com o projeto, o diretor do Gesp garante que antigamente, quando não era possível utilizar da tecnologia, a vistoria era realizada a pé nas áreas rurais. Com o passar dos anos, a tecnologia virou aliada do projeto. ”Vamos a campo fazer o levantamento com o geoprocessamento. Quando nos começamos, lá em 2000, não tínhamos acesso ao satélite, percorríamos a pé”, conta. Outra possibilidade para as saídas rurais, a partir de outubro, é a utilização de barcos do Projeto Navegar. ”Nós já queríamos fazer isso no início do ano, mas não foi possível por alguns motivos. Teremos a possibilidade de colocar os barcos para nos ajudar no projeto”, acrescenta.
Via: Diário da Manhã