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Um estudo publicado pela revista médica The Lancet Diabetes & Endocrinology nos Estados Unidos trouxe um sinal de alerta para os consumidores de produtos conservados em embalagens plásticas. Os pesquisadores chegaram à conclusão que os alimentos contaminados pelo plástico podem perturbar o sistema endócrino, levando a consequências de saúde diversas, como diabetes, autismo, transtorno de déficit de atenção e até câncer.
Os chamados desreguladores endócrinos são encontrados em milhares de produtos de uso diário, desde embalagens de alimentos feitos de plástico, garrafas de detergente, brinquedos e até cosméticos. Substâncias como o BPA (Bisfenol-A) estão no centro das discussões. Apenas nos Estados Unidos, mais de 50 bilhões de dólares foram gastos com danos à saúde da população devido à contaminação pela substância, em 2015. Em um levantamento similar realizado na União Europeia foram gastos 271 bilhões de dólares no mesmo período, aproximadamente l,28% do PIB da região. Estudos apontam que o BPA simula o comportamento do estrogênio, hormônio feminino, no organismo, interferindo no funcionamento de algumas glândulas endócrinas, e pode também alterar a ação de vários hormônios.
No Brasil, a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) tenta há algum tempo fazer com que seja proibido o uso desse disruptor endócrino em produtos nacionais. E a entidade já teve algum sucesso: desde o dia 1º de janeiro de 2012, as mamadeiras fabricadas no País ou importadas não podem conter essa substância, conforme a resolução RDC nº 41, de setembro de 2011. Agora, a SBEM busca fazer com que essa resolução também inclua brinquedos (o BPA é especialmente agressivo para crianças de O a 12 meses, porque o sistema endócrino de las ainda está em formação) e embalagens de alimentos.
Especialistas estimam que uma pessoa ingira, em média, até 10 mg de BPA por dia, que são liberados a partir de copos descartáveis, escovas de dentes e outros produtos plásticos. Essa quantidade contraria a recomendada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que considera uma dose de 0,6 mg por quilo de alimento não prejudicial à saúde. Alguns médicos afirmam que esse componente pode permanecer no corpo humano por um longo período, podendo provocar, com isso, um efeito acumulativo.
Os chamados desreguladores endócrinos são encontrados em milhares de produtos de uso diário, desde embalagens de alimentos feitos de plástico, garrafas de detergente, brinquedos e até cosméticos. Substâncias como o BPA (Bisfenol-A) estão no centro das discussões. Apenas nos Estados Unidos, mais de 50 bilhões de dólares foram gastos com danos à saúde da população devido à contaminação pela substância, em 2015. Em um levantamento similar realizado na União Europeia foram gastos 271 bilhões de dólares no mesmo período, aproximadamente l,28% do PIB da região. Estudos apontam que o BPA simula o comportamento do estrogênio, hormônio feminino, no organismo, interferindo no funcionamento de algumas glândulas endócrinas, e pode também alterar a ação de vários hormônios.
No Brasil, a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) tenta há algum tempo fazer com que seja proibido o uso desse disruptor endócrino em produtos nacionais. E a entidade já teve algum sucesso: desde o dia 1º de janeiro de 2012, as mamadeiras fabricadas no País ou importadas não podem conter essa substância, conforme a resolução RDC nº 41, de setembro de 2011. Agora, a SBEM busca fazer com que essa resolução também inclua brinquedos (o BPA é especialmente agressivo para crianças de O a 12 meses, porque o sistema endócrino de las ainda está em formação) e embalagens de alimentos.
Especialistas estimam que uma pessoa ingira, em média, até 10 mg de BPA por dia, que são liberados a partir de copos descartáveis, escovas de dentes e outros produtos plásticos. Essa quantidade contraria a recomendada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que considera uma dose de 0,6 mg por quilo de alimento não prejudicial à saúde. Alguns médicos afirmam que esse componente pode permanecer no corpo humano por um longo período, podendo provocar, com isso, um efeito acumulativo.
Como substituir o plástico.
Para evitar o uso de produtos plásticos, o melhor é comprar objetos e utensílios de cozinha de vidro, porcelana ou aço inoxidável, principalmente para armazenar alimentos quentes ou para aquecer a comida, pois os componentes prejudiciais do plástico passam para a comida principalmente na presença de temperaturas elevadas. Além da alimentação, para as crianças o ideal é comprar brinquedos que tenham o símbolo de segurança do Inmetro.
Substâncias dos plásticos também estão presentes em produtos de beleza, como perfumes, esmaltes, desodorantes antitranspirantes, hidratantes e xampus, podendo ainda ser encontradas em inseticidas e equipamentos médicos. Por isso, muita atenção ao ler os rótulos.
Substâncias dos plásticos também estão presentes em produtos de beleza, como perfumes, esmaltes, desodorantes antitranspirantes, hidratantes e xampus, podendo ainda ser encontradas em inseticidas e equipamentos médicos. Por isso, muita atenção ao ler os rótulos.
Via: O Sul
Caderno Reportagem | Pág. 2
Clipado em 25/10/2016 03:10:37