• GESP planeja ações sustentáveis e educacionais

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Foto: Divulgação / GESP Assembleia realizada no último sábado (14) definiu ações do grupo

Com cronograma de atividades apresentado para esta temporada,
organização busca expandir educação ambiental no Rio Passo Fundo, Jacuí e
na Sala Futura. Entidade garante ser mais rigorosa com o poder público
quanto às políticas ambientais

Educação ambiental, biodiversidade e um município mais sustentável.
Essas são as principais propostas que o Grupo Ecológico Sentinela dos
Pampas (GESP) carrega para impor em prática em projetos, ações e
atividades para esta temporada. O grupo elaborou uma série de atividades
para o desenvolvimento do meio ambiente no município, as quais muitas
terão continuidade ao trabalho realizado nos últimos anos. Além disso, a
organização pretende ser mais rigorosa quanto às políticas ambientais
na cidade.

Entre as atividades propostas, estão a sequência ao Projeto Navegar,
desta vez com exposições do Rio Passo Fundo nos museus de Artes Visuais
Ruth Schneider (MAVRS) e Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar) e no Arquivo
Histórico Regional (AHR), por meio de uma parceira aprovada junto à
Universidade de Passo Fundo (UPF) para este ano. A entidade tem como
objetivo dar prosseguimento ao trabalho de educação ambiental com a Sala
Futura – centro com acervo de vídeos do Canal Futura. Ações como a
Semana do Meio Ambiente e o Dia Mundial da Água também prosseguem.

Além disso, o grupo visa maior fiscalização do trabalho da Corsan nos
bairros; do fortalecimento de políticas ambientais para as Unidades de
Conservação do município; cobrar por mais acessibilidade nas calçadas da
cidade; e apresentar propostas de defesa do patrimônio público em
locais como o Parque de Exposições Wolmar Salton (Efrica) e Fazenda da
Brigada Militar. Se incluem, também, as tradicionais denúncias de danos
ao meio ambiente para encaminhamento.  Fora isso, o GESP também terá
participação em reuniões e debates do Conselho Municipal do Meio
Ambiente (CMMA); Comitê do Rio Passo Fundo; Conselho da Floresta
Nacional (Flona); Assembleia Permanente da Preservação Ambiental (APPA);
Fórum Agenda 21; Frente Parlamentar de Recursos Hídricos; e Conselho de
Desenvolvimento – que a entidade ainda não faz parte.

Carro-chefe do GESP, os recursos hídricos têm espaço reservado para a
entidade. Por isso, a prioridade será dada ao Rio Passo Fundo e ao Rio
Jacuí, dando sequência ao Projeto Nascente do Rio Jacuí. No primeiro, um
levantamento de campo será realizado pelo grupo, que fará entrevistas
com a população ribeirinha, levantamento da situação da flona e da fauna
do local e avaliação ambiental do Rio desde a cabeceira até a foz, no
Rio Uruguai. A ideia é contemplar com a questão da biodiversidade ao
trabalho realizado pelo Comitê do Rio Passo Fundo.

Para o Rio Jacuí, por onde o grupo percorreu em 2015, o objetivo é fazer
um levantamento mais rigoroso e técnico neste ano. De acordo com o
presidente do GESP, Paulo Fernando Cornelio, grande parte da população
não tem total conhecimento das nascentes do município que surgem no
local. “O Rio Passo Fundo tem um conhecimento maior por parte da
população por característica. Mas o Rio Jacuí merece uma atenção, porque
nasce no município e é um dos carros-chefe do berço das águas. Faremos
um levantamento para saber a situação desse rio”, afirma. Discussões de
recuperação, principalmente a respeito da cobertura florestal da área,
devem ser realizadas. Além disso, ações de educação ambiental serão
feitas no Projeto Navegar com oficinas educativas.

Cobrança nas políticas ambientais

Em reunião de diretoria, conselho fiscal, associados e apoiadores do
GESP, foi definido que a entidade tomará medidas mais rigorosas quanto
às cobranças das políticas ambientais no município. De acordo com o
presidente da entidade, a administração municipal deixou a desejar em
avanços de políticas ambientais. “Queremos mais efetividade nas
políticas ambientais. Nenhuma política nova foi apresentada para que
pudesse ser consistente”, pontua. Segundo ele, não houve avanços quanto a
situação dos resíduos sólidos, coleta seletiva de lixo e recursos
hídricos.

Apesar da apresentação do plano de manejo do Parque Natural Municipal do
Pinheiro Torto e do Parque Municipal Urbano Arlindo Haas, a tesoureira
do GESP, Flávia Biondo da Silva quer efetivação desses planos. “Agora é
preciso colocá-los em prática, ter efetivação. Mas para isso depende de
recurso, principalmente humano”, alerta. Para Cornelio, a legalização
das duas unidades de conservação foi positiva. No entanto, ele reitera
que a ideia surgiu de uma provocação da sociedade, por meio da Agenda
21, GESP e Conselho Municipal de Meio Ambiente. “Foi uma provocação da
sociedade civil para que tivesse o plano de manejo. Não tivemos nenhuma
política apresentada pela administraçao municipal. Vamos começar a
cobrar com mais efetividade a partir deste ano, porque na nossa
avaliação, o município não esteve em contento no quesito avanços de
políticas ambientais”, finaliza.

Proposta para o Parque Wolmar Salton em desenvolvimento

O GESP está em fase de elaboração de uma proposta a ser apresentada ao
poder público sobre o Parque de Exposições Wolmar Salton (Efrica). Ainda
em construção, o projeto tem por objetivo fazer com que o local seja
utilizado com finalidade ambiental, educativa e turística. De acordo com
a bióloga Flávia da Silva, o grupo entende que a estrutura deve ser
melhor aproveitada. “É uma estrutura que dá apoio, inclusive, ao berço
das águas. Estamos com a proposta em construção. São sugestões de ocupar
aquele local da forma mais adequada dentro de uma visão mais
sustentável”, declara. 

Via: Diário da Manhã
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