Pedido foi motivado pela não-aprovação de um Plano de Proteção Contra Incêndio e problemas na rede elétrica do prédio que abriga o Museu de Artes Visuais Ruth Schneider e o Museu Histórico Regional
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Fiação elétrica exposta e outros problemas elétricos põem em risco acervo dos museus
Crédito: Divulgação
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Sem Plano de Prevenção contra Incêndio (PCCI) e com problemas estruturais visíveis, MAVRS e MHR apresentam risco à integridade das pessoas e do acervo histórico-cultural. Prefeitura de Passo Fundo já tem projeto de recuperação concluído
Os Museus de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS) e Histórico Regional (MHR) estão sob risco de interdição. O Ministério Público Estadual (MP) ingressou com uma solicitação à 1a Vara da Fazenda Pública para interditar os patrimônios histórico-culturais do município em razão da estrutura comprometida, que julgam apresentar risco à integridade das pessoas que frequentam o local e ao acervo que consta nos locais. O pedido é conjunto à uma ação judicial contra o município que tramita desde 2013.
A ação imposta contra o município buscava a restauração do Teatro Municipal e dos museus. A primeira solicitação foi atendida com a recuperação do Teatro, que foi reinaugurado em maio de 2015. Os museus, em contrapartida, foram revitalizados no início de 2016. Apesar da reforma, o prédio dos museus apresenta problemas de infiltração, fiação elétrica e estruturais. De acordo com o promotor de justiça do Ministério Público, Paulo Cirne, o órgão entrou em contato com o Corpo de Bombeiros para buscar informações sobre o alvará de segurança do local, mas foram surpreendidos pela não aprovação do Plano de Prevenção contra Incêndio (PCCI).
Segundo o promotor, os bombeiros já haviam notificado o município em fevereiro de 2016. “O MP solicitou essas informações. O município já estava ciente desse problema e, desde aquela época, não resolveu. O estabelecimento não têm o PCCI aprovado. Pedimos a interdição dos museus para atividades voltadas ao público e externas. Queremos evitar um risco à integridade das pessoas, do acervo e do patrimônio histórico-cultural presente nele”, declara Cirne.
A ideia, segundo o promotor, é que seja efetuado um trabalho administrativo que diminua a utilização de equipamentos eletrônicos para que o risco de sinistro no ambiente seja reduzido. “São medidas que o município pode adotar rapidamente. Assim que regularizado o Plano de Prevenção, o museu pode voltar a ter seus procedimentos de visitação normalizados”, relata Cirne. O pedido de interdição depende da aceitação da juíza da 1a Vara da Fazenda Pública. A deliberação do caso deve ocorrer nos próximos dias. “Isso tudo precisa ser revisado e preencher todas as exigências pelo grupamento dos bombeiros”, salienta.
O Ministério Público voltou a focar nesta demanda após uma denúncia realizada pelo Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (Gesp), em maio deste ano. Na época, o Jornal Diário da Manhã noticiou que o patrimônio cultural da cidade estava sob riscos. Naquela oportunidade, membros da entidade realizaram uma visita técnica e demonstraram preocupação ao localizar fios desencapados, sem isolamento, em contato com madeira e expostos em condições que representam risco aos funcionários, visitantes e ao acervo dos museus.
Um dos pontos destacados como de maior preocupação para o diretor do Gesp, Paulo Fernando Cornélio, na ocasião, tratava-se da conservação dos materiais, visto que muitos necessitavam de refrigeração no ambiente com uso de ar condicionado. “Existem materiais como fotografias e documentos que necessitam do uso dele para preservação. Todo espaço físico do museu tem salas especiais para isso”, pontua.
Prefeitura conclui projeto de recuperação
Em contato com a reportagem do Jornal Diário da Manhã, a Prefeitura de Passo Fundo garantiu que o projeto de recuperação dos museus está concluído por parte da Secretaria de Planejamento, sob coordenação da secretária Ana Paula Wickert. A Prefeitura informou, ainda, que é realizado o planejamento orçamentário. Após esse processo, portanto, o projeto será encaminhado para licitação. Depois da contratação da empresa licitada, as obras de recuperação do local iniciam.
Via: Diário da Manhã


