A engenheira agrônoma Ana Maria Primavesi, referência mundial em agroecologia e pioneira o tema o Brasil, morreu neste domingo (5) em decorrência de problemas cardíacos. Com 99 completaria seu centenário em 3 e outubro e 2020. Ela defendeu a compreensão do solo como um organismo vivo e foi responsável por avanços nos estudos sobre o manejo ecológico do solo.
Nascida na Áustria (1920), atuou como docente da Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Ciências Rurais, entre os anos de 1961 e 1974, onde ministrou aulas e realizou pesquisa sobre produtividade de solos, deficiências minerais, agrostologia, além de coordenar o Laboratório de Biologia e de Análise de Solos. Juntamente com Artur Primavesi, seu esposo, participou da criação do Instituto de Solos e Culturas e o primeiro curso de pós-graduação em agronomia: “Biodinâmica e Produtividade do Solo”, com vasta e relevante produção científica. Pesquisadora e extensionista, é reconhecida como a pioneira da agroecologia e traz em sua trajetória a liderança genuína e a capacidade de mobilizar e transformar. Em 1960, extrapolou os limites dos campos da ciência e participou da produção do filme “A Vida do Solo”, destinado à educação ambiental. Entre inúmeras produções científicas, comunitárias e premiações, seu grande legado é o ensinamento de que o solo é um organismo vivo, com o qual interagimos e dele dependemos para existirmos com saúde e nos desenvolvermos como humanidade. Em 2018, a Universidade Federal de Santa Maria concedeu prêmio de Destaque Extensionista à professora Ana Primavesi, mãe da agroecologia.
Fonte: https://www.ufsm.br/2020/01/05/nota-de-falecimento-de-ana-primavesi/

Foto: reprodução Jornal Opção