O Uirapuru Ecologia do último sábado (26) realizou uma retrospectiva sobre as questões ambientais do ano de 2020. O ano foi de inúmeros eventos envolvendo o meio ambiente e diversas polêmicas entre ambientalistas e o governo federal.
Participaram do programa, apresentado pelo geólogo Luiz Paulo Fragomeni, o especialista em gestão de políticas públicas, mestre em ciências ambientais, Ademar Marques e o presidente do Grupo Ecológico Sentinelas dos Pampas (GESP), Paulo Fernando Cornélio.
Conforme Cornélio a avaliação é que o ano poderia ser melhor. A pandemia acabou impactando diretamente nas políticas públicas de proteção ao meio ambiente. As queimadas no Pantanal e na Amazônia marcaram o ano.
O ambientalista lembrou ainda da reunião ministerial, em abril, onde o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, falou em “aproveitar a pandemia para passar a boiada” revelando a forma com que o Governo Federal trata a preservação ambiental.
Cornélio lembrou da desestruturação do Conselho Nacional do Meio Ambiente e classificou como um retrocesso no combate ao desmatamento e cuidados com a fauna e flora.
Para Cornélio, a nível estadual, a preservação ambiental ficou de lado também, principalmente em relação a liberação de novos agrotóxicos.
De acordo com o presidente do GESP, o próximo ano ainda vai ser desafiador para quem luta pela preservação da natureza, pois o governo federal tem discussões previstas para o ano que vem que causam preocupação.
Conforme Ademar Marques, durante a retrospectiva do Ecologia, sem a natureza não há desenvolvimento de vida humana.
Marques lamentou também a falta de políticas públicas para a preservação do meio ambiente e das riquezas nacionais, sendo que o Brasil já foi um exemplo para os demais países neste quesito.
O desmatamento, a venda de madeira ilegal, a retirada de proteção de espécies ameaçadas e as queimadas demonstram que os governantes brasileiros não possuem preocupação nenhuma com a ecologia do país.
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