Por Nótrya Anne Martins Freitas, advogada e gespiana.
Hoje, 22 de abril, celebramos o Dia da Terra, esse magnífico lar azul que flutua no cosmos. O nosso planeta, o terceiro mais próximo do Sol, é dotado de uma complexidade incrível, capaz de sustentar milhões de espécies de seres vivos, incluindo nós, humanos.
Esta capacidade de sustentação, no entanto, não é infinita. Ela depende crucialmente da boa comunicação com fatores externos e com seus habitantes, especialmente os seres humanos. Dada a nossa avançada capacidade cognitiva (afinal, Homo sapiens significa “homem sábio” em latim), possuímos a grande responsabilidade de usar nosso conhecimento em favor deste lar que todos compartilhamos.
Por séculos, indivíduos visionários têm trabalhado incansavelmente, e com significativos passos, para preservar o meio ambiente. Este esforço contínuo de conscientização é também um ato de amor próprio – afinal, quem não prefere viver em um ambiente seguro, limpo e bem cuidado?
Contudo, ainda assim, algo não está indo bem. Com o passar dos anos tem se intensificado os sinais de alerta emitidos pela Terra, sendo alguns deles: mudanças climáticas abruptas, aumento da erosão, intensificação do efeito estufa, perda de biodiversidade, escassez de água, degradação do solo e comprometimento da segurança alimentar.
Em virtude desses catastróficos avisos, na década de 1970, movimentos globais emergiram para colocar as questões ambientais em destaque na agenda política, destacando a urgência de políticas eficazes para combater esses problemas. Um desses movimentos foi liderado pelo ex-senador norte-americano Gaylord A. Nelson. O protesto, realizado em 22 de abril de 1970, mobilizou cerca de 20 milhões de pessoas e solidificou esta data como o Dia da Terra, sendo celebrado mundialmente com um tema específico a cada ano. Neste ano, o tema será “Planeta versus Plástico”.
Diversos movimentos têm surgido ao longo dos anos, focados em leis de proteção ambiental (sendo o Brasil um dos países mais avançados nesse sentido), criação de áreas de conservação, sustentabilidade empresarial, energias renováveis, transportes e agricultura sustentáveis, infraestrutura verde, gestão eficiente dos recursos hídricos, entre outros.
Entretanto, ainda há muito a ser feito, e cada um de nós é vital na missão de curar nosso lar. Ações simples do dia a dia podem ter um impacto significativo:
● Reduzir o consumo para minimizar o desperdício;
● Reutilizar produtos sempre que possível;
● Reciclar materiais conforme as diretrizes locais;
● Economizar energia desligando aparelhos não usados;
● Conservar água, utilizando-a conscientemente;
● Preferir o transporte público, compartilhar viagens ou usar bicicletas e veículos elétricos;
● Evitar o desperdício de alimentos;
● Escolher produtos com certificações ambientais;
● Evitar a utilização de plásticos descartáveis.
O dia de hoje é uma oportunidade para refletirmos sobre a importância do cuidado com o nosso planeta e o impacto de nossas ações cotidianas. Sem a Terra, o que será de nós senão uma existência marcada pela destruição e pelo declínio?
O planeta clama por ajuda, e juntos, podemos ser os heróis que ele precisa.
Estamos juntos nesta jornada?
Imagem: https://bibliotecasantiagomaioragr1.blogspot.com/
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