Por Flávia biondo da Silva, bióloga, mestre em educação e presidente do GESP.
O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado anualmente em 5 de junho. Este dia foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972, durante a Conferência de Estocolmo sobre o Meio Ambiente Humano, com o objetivo principal de sensibilizar e promover ações globais em prol da preservação ambiental. Em 2024, o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente é “Nossa Terra. Nosso Futuro. Nós somos a #GeraçãoRestauração”. A campanha deste ano enfoca a restauração de terras degradadas, o combate à desertificação e o desenvolvimento da resiliência à seca. Este tema é parte integrante da Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas (2021-2030), que visa restaurar um bilhão de hectares de terra, proteger 30% das áreas terrestres e marinhas e restaurar 30% dos ecossistemas degradados do planeta. A campanha enfatiza a necessidade urgente de ações para prevenir, deter e reverter a degradação dos ecossistemas, promovendo a regeneração e o reflorestamento de vastas áreas áridas e semiáridas.
A sensibilidade da juventude para questões ambientais é um motivo significativo de comemoração. Diferente das gerações de 1960, 70 e 80, muitos jovens de hoje receberam educação ambiental nas escolas. Espera-se que eles se organizem e participem politicamente nos espaços democráticos conquistados, assim como fizeram os pioneiros do movimento ecológico. Em Passo Fundo, esforços da sociedade civil organizada, do Ministério Público Estadual, das universidades e escolas, trabalham para proteger áreas importantes, especialmente as cabeceiras do Rio Passo Fundo e do Rio Jacuí, demonstrando que a conscientização ambiental pode levar a soluções práticas.
Historicamente, os defensores do meio ambiente enfrentaram descrédito, sendo rotulados de “ecochatos”. No entanto, a percepção pública evoluiu, e muitos desses ambientalistas são agora reconhecidos como mestres e doutores em suas áreas, fundamentando suas reivindicações cientificamente. Apesar disso, a negação da ciência ainda persiste, agravando os problemas ambientais. A natureza, por sua vez, responde com eventos extremos que afetam milhares de pessoas, ressaltando a urgência de mudanças.
Para promover uma mudança na mentalidade em relação ao meio ambiente, é essencial investir em educação ambiental contínua em todos os níveis e áreas, dentro e fora das escolas, além de construir políticas públicas robustas e realizar fiscalizações rigorosas. A preservação ambiental deve ser prioridade não só por causa das mudanças climáticas, mas porque o Brasil possui recursos naturais únicos, como uma biodiversidade rica, grandes florestas e solos férteis. Com um planejamento adequado e o uso sustentável desses recursos, o Brasil pode liderar um modelo de desenvolvimento sustentável (diferenciado), garantindo um futuro próspero e seguro para seus cidadãos.
Os maiores desafios ambientais do mundo incluem guerras, que fomentam divisões e violam direitos humanos, e mudanças climáticas, que resultam em migrações forçadas e desastres ambientais. Tais crises têm consequências drásticas para o meio ambiente e para a humanidade, e exigem soluções através de políticas públicas e legislação eficazes para garantir um ambiente saudável, equilibrado e justo para todos.
O Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP) continua a desempenhar um papel vital na construção e defesa de políticas públicas ambientais, na fiscalização de problemas ambientais e na promoção da educação ambiental. A luta pelos direitos humanos universais e por um meio ambiente saudável é central para garantir moradia digna, alimentação, trabalho, educação, liberdade e igualdade para todos, com atenção especial às populações indígenas e vulneráveis.
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