• Dia Nacional do Cerrado

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O Dia Nacional do Cerrado, comemorado em 11 de setembro, tem grande importância por diversos motivos:

1. Conscientização Ambiental

A data é crucial para aumentar a conscientização sobre a importância ecológica do Cerrado. Apesar de ser o segundo maior bioma do Brasil, com uma biodiversidade rica e única, ele é frequentemente negligenciado em relação a outros biomas, como a Amazônia e a Mata Atlântica.

2. Proteção da Biodiversidade

O Cerrado abriga cerca de 5% da biodiversidade mundial, com milhares de espécies de plantas e animais, muitas das quais endêmicas. O dia serve para alertar sobre a destruição do habitat, que coloca em risco diversas espécies, algumas ameaçadas de extinção.

3. Preservação dos Recursos Hídricos

O Cerrado é conhecido como a “caixa d’água do Brasil”, pois é berço de importantes bacias hidrográficas, incluindo rios que abastecem grandes áreas do país, como o Rio São Francisco e o Tocantins. A preservação desse bioma é fundamental para a manutenção dos recursos hídricos.

4. Combate à Degradação

O Cerrado é um dos biomas brasileiros mais ameaçados pela expansão da agricultura, principalmente para o cultivo de soja e pecuária. O Dia Nacional do Cerrado destaca a importância de promover práticas agrícolas sustentáveis e combater o desmatamento.

5. Valorização das Comunidades Locais

Diversas populações tradicionais, como comunidades indígenas e quilombolas, vivem no Cerrado e dependem diretamente dos seus recursos naturais. O dia é uma oportunidade para dar visibilidade a essas comunidades e suas lutas pela preservação dos territórios.

6. Impacto nas Mudanças Climáticas

A destruição do Cerrado contribui para o aumento das emissões de gases de efeito estufa, agravando as mudanças climáticas. O bioma tem um papel fundamental no equilíbrio climático, sendo importante para a regulação do ciclo do carbono e do clima regional.

O Dia Nacional do Cerrado, portanto, serve como um alerta e um convite para que sociedade, governos e instituições reflitam sobre a necessidade de preservar e valorizar esse bioma vital para o Brasil e o mundo.

Por Profa. Juliana Benedetti, geógrafa e ativista do GESP

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