Por Flávia Biondo da Silva e Rhaíssa Biondo da Silva,
biólogas ativistas do GESP.
O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência 2025,
celebrado em 11 de fevereiro, reforça a importância da participação feminina na
ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Estabelecida pela ONU em
2015, a data visa combater desigualdades de gênero e incentivar o acesso
equitativo de mulheres e meninas à educação e carreiras científicas.
Em 2025, o tema central destaca a necessidade de políticas
públicas e iniciativas que promovam a inclusão, o reconhecimento das contribuições
femininas e a redução das barreiras estruturais no campo científico. Esta data
também contribui para dar visibilidade ao Objetivo de Desenvolvimento
Sustentável 5 (ODS-5) da Agenda 2030 da ONU, que busca alcançar a igualdade de
gênero e dar poder às mulheres e meninas para realizarem seu potencial
criativo.
MULHERES CIENTISTAS INTERNACINAIS
A seguir cientistas internacionais que enfrentaram desafios
e barreiras, mas suas descobertas continuam impactando a humanidade, inspirando
novas gerações e promovendo a igualdade de gênero na ciência.
O legado das mulheres na ciência é marcado por contribuições
pioneiras e avanços fundamentais em diversas áreas do conhecimento. Caroline
Herschel (1750-1848) foi a primeira mulher a descobrir um cometa e a
publicar na Royal Society. Ada Lovelace (1815-1852) é reconhecida como a
primeira programadora da história, ao criar um algoritmo para a máquina
analítica de Babbage. Marie Curie (1867-1934) revolucionou o estudo da
radioatividade e foi a primeira pessoa a ganhar dois prêmios Nobel em
diferentes áreas. Lise Meitner (1878-1968) ajudou a definir o conceito
de fissão nuclear, mas não recebeu o Nobel por sua descoberta.
No campo da biologia molecular, Rosalind Franklin
(1920-1958) foi essencial para a descoberta da estrutura do DNA, embora seu
trabalho tenha sido apropriado por colegas que receberam o Nobel. Margarita
Salas (1938-2019) descobriu a enzima DNA polimerase, fundamental para a
replicação do DNA. Elizabeth Blackburn (nascida em 1948) identificou a
telomerase, enzima crucial para a longevidade celular, o que lhe rendeu o Nobel
de Medicina. Flora de Pablo (nascida em 1952) destacou-se nos estudos
sobre proliferação celular e na luta pelo reconhecimento das mulheres na
ciência.
MULHERES CIENTÍSTAS BRASILEIRAS
Cientistas brasileiras que desafiaram barreiras de gênero e
raciais, deixando um legado de inovação, resistência e impacto social.
As cientistas brasileiras desempenharam papéis fundamentais
em diversas áreas do conhecimento. Nise da Silveira (1905-1999)
revolucionou a psiquiatria ao rejeitar tratamentos agressivos e humanizar o
cuidado com pessoas com transtornos mentais. Maria Odília Teixeira
(1884-1970), primeira médica negra do Brasil, desafiou o racismo científico e
foi professora de obstetrícia. Bertha Lutz (1894-1976), bióloga
especialista em anfíbios, também se destacou na luta pelos direitos das
mulheres, influenciando a inclusão da igualdade de gênero na Carta da ONU.
Na área da saúde, Maria José Deane (1916-1995)
contribuiu para o combate a doenças parasitárias, liderando pesquisas na
Fiocruz. Elisa Frota Pessoa (1921-2018) foi uma das primeiras mulheres a
se formar em física no Brasil e participou da criação do Centro Brasileiro de
Pesquisas Físicas, destacando-se em estudos sobre radioatividade.
MULHERES CIENTÍSTAS DO GESP EM ATUAÇÃO
O GESP destaca nesta data suas integrantes cientistas
pesquisadoras e professoras universitárias que dedicaram a vida a ciência e a
ecologia.
Professora Dra. Ana Carolina Martins da Silva é
Graduada em Letras: Licenciatura Plena; Especialista em Leitura: Teoria e
Práticas e tem o mestrado no Ensino da Comunicação Social. É Doutora em Letras,
com ênfase nos Estudos de Linguagens. É docente da Universidade Estadual do Rio
Grande do Sul (Uergs), atuando na Graduação e na Pós-Graduação.
Professora Ana Carolina atua no GESP desde 1986, além de
ativista foi artista e diretora do Teatro de Bonecos “Circo Marimbondo”. Atuou
como representante do GESP na Apedema (Assembleia Permanente de Entidades em
Defesa do Meio Ambiente) por vários anos.
Bióloga Carla Grasiele Zanin Hegel, Mestre e Doutora
em Ecologia, Pesquisadora Colaboradora Plena da Universidade de Brasília, Pós
Doutoranda da Universidade Federal do Paraná e Membro do Grupo de Pesquisa e
Medicina Veterinária Legal da Policia Federal de Brasília.
É ativista do GESP desde, contribuindo em várias ações,
destacamos o levantamento dos descartes de resíduos sólidos no projeto “Lixo,
problema seu!” e como integrante da comitiva do Projeto Navegar, que percorreu
os rios da região e as bacias dos Rios Passo Fundo e Jacuí até o oceano.
Bióloga Gisele Sana Rebelato, Mestra em Ecologia e Doutora
em Ambiente e Desenvolvimento. Hoje atua na área de Consultoria Ambiental e é sócia
administradora da Acauã Sustentabilidade.
É ativista do GESP desde o ano de 2000, contribuindo com os
levantamentos de biodiversidade e na elaboração de laudos dos problemas
ambientais para denúncias.
Pelo Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência o
GESP perguntou a elas: Qual a tua contribuição como mulher cientista para a
ciência e pesquisa? Quais os desafios que você superou ao longo deste caminho?
O que dirias para as meninas que querem ser cientistas?
Acompanhem as respostas no Instagram @gesp.sentinela.

