Na tarde desta terça-feira (7), a Comissão de Cultura, Cidadania e Direitos Humanos recebeu entidades voltadas à proteção do meio ambiente para discutir os mecanismos que a Câmara tem para promover o debate aprofundado e auxiliar em ações com o foco nos recursos hídricos. O objetivo é dar continuidade ao trabalho intenso realizado pela Casa nos últimos dois anos para não retroceder nas políticas públicas sobre a temática.
O diretor do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (Gesp), Paulo Cornélio, enfatizou que ter o apoio da Câmara é fundamental para a catalisação de discussões com órgãos públicos, nos três âmbitos governamentais, e também com a cidade, que vem participando cada vez mais. “Passo Fundo é uma referência quando se trata da quantidade de entidades ambientais. Temos uma grande dinâmica. Queremos discutir as questões ambientais e ajudar a melhorar as políticas”, mencionou.
Entendendo a importância dessa pauta para o município, o presidente da comissão, vereador Fernando Rigon (PSDB), sugeriu a criação de um grupo de trabalho, que pode contar com a participação de outros vereadores da Casa. “O Gesp pediu a criação da Frente Parlamentar Mista dos Recursos Hídricos, o que não podemos fazer agora porque o meio ambiente faz parte da nossa comissão, que foi mudada pelo Regimento Interno. O assunto é muito pertinente e, por isso, temos que pensar sobre como organizaremos o trabalho neste ano. Podemos começar com um grupo de trabalho”, esclareceu.
O presidente da Agenda 21, Ademar Marques, enfatizou que é interesse das entidades auxiliar no aperfeiçoamento das legislações que tratam do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. Ele ainda reforçou que está à disposição para assessorar tecnicamente os vereadores. “Não é bom retroceder. Sempre temos que avançar. Temos que aperfeiçoar a legislação para proteger o que temos”, disse.
Também esteve na reunião o professor Jean Dutra, da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), campus Erechim, que acompanhou um estudo feito em dois parques Passo Fundo, o Pinheiro Torto e o Arlindo Hass, para a elaboração de um Plano de Manejo. Ele destacou que o município está bastante preocupado com o meio ambiente, principalmente quando se compara o número de entidades ligadas à causa com outros municípios da região. Elogiou, ainda, o trabalho feito na legislatura passada e que abriu o caminho para que a temática dos recursos hídricos continuasse sendo debatida. “É uma possibilidade de levar essa discussão para a casa das pessoas e para o seu dia a dia”, considerou.
Passo Fundo é considerada um berço de águas, pois possui cinco nascentes de bacias hidrográficas, que formam os principais rios do Estado, como o Jacuí. Além de toda a importância ambiental, proteger esses recursos contribui com o desenvolvimento econômico da cidade. A comissão se compromete em mediar discussões e buscar a execução das ações demandadas.
Foto: Comunicação/Câmara de Vereadores
VIA: camarapf.rs.gov.br