Após audiência no Ministério Público para debater o projeto em São Braz, ficou estabelecido um prazo de 45 dias para uma análise técnica, que visará o impacto de vizinhança
Na manhã de ontem (12), uma audiência pública discutiu as possibilidades de implementação de atividades de mineração da localidade de São Braz. O encontro foi motivado pela discordância dos moradores, que alegam futuros prejuízos às plantações, e ao posicionamento do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (Gesp), que atenta aos possíveis impactos à fauna e flora nativas.
Ambientalistas, geógrafos, biólogos e representantes de instituições ligadas à área ambiental apontaram que o empreendimento causa preocupação em toda a comunidade ambiental.
Logo que as atividades, que ainda dependem de um licenciamento, foram divulgadas, os moradores se organizaram para um abaixo-assinado. Eles reclamam do barulho e da poeira que podem chegar até suas casas. “Vai ser muito complicado, até porque temos pedreira por perto e já vimos que existe o impacto do barulho e da poeira. Há muita poeira no trigo, na soja, na canola e nas verduras”, diz um dos moradores ao observar que poderá sofrer perdas naquilo que traz o sustento à família.
O advogado da empresa que deseja iniciar a extração da pedra basalto, Leonardo Bussolotto, relata que foram feitos os estudos necessárias e cumpridas as legislações pertinentes quanto às matérias jurídicas e administrativas. “O conflito é pelo tipo de empreendimento. A cultura de mineração está relacionada a impactos, mas eles podem ser gerenciados com a tecnologia e as estruturas disponíveis. A empresa vai trazer para a comunidade todas as informações”, considera.
Uma das decisões da audiência foi o prazo de 45 dias para que estudos complementares por parte dos impactos aos moradores sejam apresentados. Os apontamentos servirão como dados no processo de licenciamento. “Procuramos ouvir todas as partes e encaminhar algumas solicitações ao município, que está analisando o pedido de licenciamento que vai definir se ela está autorizada para exercer as atividades no local e de que forma ou se a atividade será vedada naquela área”, explica o promotor de Justiça Paulo Cirne.
O secretário de Meio Ambiente, Rubens Astolfi, pondera que, com contribuição da Secretaria de Planejamento, será feita uma análise técnica, que também possa apontas para medidas compensatórias e diretrizes capazes de diminuir os possíveis impactos do empreendimento. “Não temos como pensar em instalação de qualquer tipo de empreendimento sem que ela gere algum impacto. O impacto da mineração existe. Entendemos que, neste caso, não há impacto ambiental, mas de vizinhança. Com o conceito de desenvolvimento sustentável, faremos a análise de mais esse processo de licenciamento ambiental”, justifica.
Na manhã de ontem (12), uma audiência pública discutiu as possibilidades de implementação de atividades de mineração da localidade de São Braz. O encontro foi motivado pela discordância dos moradores, que alegam futuros prejuízos às plantações, e ao posicionamento do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (Gesp), que atenta aos possíveis impactos à fauna e flora nativas.
Ambientalistas, geógrafos, biólogos e representantes de instituições ligadas à área ambiental apontaram que o empreendimento causa preocupação em toda a comunidade ambiental.
Logo que as atividades, que ainda dependem de um licenciamento, foram divulgadas, os moradores se organizaram para um abaixo-assinado. Eles reclamam do barulho e da poeira que podem chegar até suas casas. “Vai ser muito complicado, até porque temos pedreira por perto e já vimos que existe o impacto do barulho e da poeira. Há muita poeira no trigo, na soja, na canola e nas verduras”, diz um dos moradores ao observar que poderá sofrer perdas naquilo que traz o sustento à família.
O advogado da empresa que deseja iniciar a extração da pedra basalto, Leonardo Bussolotto, relata que foram feitos os estudos necessárias e cumpridas as legislações pertinentes quanto às matérias jurídicas e administrativas. “O conflito é pelo tipo de empreendimento. A cultura de mineração está relacionada a impactos, mas eles podem ser gerenciados com a tecnologia e as estruturas disponíveis. A empresa vai trazer para a comunidade todas as informações”, considera.
Uma das decisões da audiência foi o prazo de 45 dias para que estudos complementares por parte dos impactos aos moradores sejam apresentados. Os apontamentos servirão como dados no processo de licenciamento. “Procuramos ouvir todas as partes e encaminhar algumas solicitações ao município, que está analisando o pedido de licenciamento que vai definir se ela está autorizada para exercer as atividades no local e de que forma ou se a atividade será vedada naquela área”, explica o promotor de Justiça Paulo Cirne.
O secretário de Meio Ambiente, Rubens Astolfi, pondera que, com contribuição da Secretaria de Planejamento, será feita uma análise técnica, que também possa apontas para medidas compensatórias e diretrizes capazes de diminuir os possíveis impactos do empreendimento. “Não temos como pensar em instalação de qualquer tipo de empreendimento sem que ela gere algum impacto. O impacto da mineração existe. Entendemos que, neste caso, não há impacto ambiental, mas de vizinhança. Com o conceito de desenvolvimento sustentável, faremos a análise de mais esse processo de licenciamento ambiental”, justifica.
Via: Diário da Manhã