• 27 DE MAIO – DIA NACIONAL DA MATA ATLANTICA

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Quando pensamos em floresta ou mata, vem no nosso imaginário lugar com concentração de muita vegetação e predominantemente árvores, mas, estes ecossistemas tem muito mais para oferecer. Além de árvores, também possuem, plantas herbáceas, trepadeiras (cipós), epífitas (orquídeas, bromélias, etc.), samambaias, arbustos, entre outros. Estes locais ainda proporcionam grande quantidade de vida animal, como aves, mamíferos, insetos, anfíbios, répteis, além dos microrganismos (algas, fungos, bactérias, etc.) e os decompositores (fungos, protozoários), que vivem em equilíbrio mútuo. Além, de pessoas, que vivem devido os serviços desses ecossistemas, como ar, águas, solo, alimento, abrigo, entre outros.

O Brasil é reconhecido como um país com grandes florestas que, além do Bioma Amazônico, possuí outros biomas tão quanto importantes, que são a Caatinga, o Cerrado, o Pantanal, o Pampa e a Mata Atlântica. Neste momento, destaca-se o “Dia Nacional da Mata Atlântica”, dia 27 de maio reconhecido por Decreto Presidencial em 1999.   

Esta data foi escolhida em virtude da Carta de São Vicente, escrita pelo Padre José de Anchieta que descreveu pela primeira vez no ano de 1560, a riqueza da biodiversidade desta floresta tropical.

Muitos cientistas sempre valorizaram e reconheceram a Mata Atlântica com uma extraordinária a rica biodiversidade, tanto que, com a passagem do naturalista Charles Darwin no ano de 1832 pelo Brasil deixou sua impressão.

No primeiro dia no Brasil, Darwin ficou encantado com a exuberância da floresta:

“O dia passou deliciosamente”, escreveu no diário que levou a bordo. “Delícia, no entanto, é um termo vago para exprimir os sentimentos de um naturalista que, pela primeira vez, se viu perambulando por uma floresta brasileira.”

Mas, se Darwin voltasse hoje novamente ao Brasil, encontraria uma floresta absolutamente alterada e não a reconheceria mais. Da sua área original, que cobriam os territórios de dezessete estados, somente 24% ainda restam, sendo que 12% são florestas maduras (ONG SOS Mata Atlântica).

A especulação imobiliária, desmatamento, poluição e criação de políticas anti-ciência e destrutivas, estão fazendo desaparecer mais um bioma de grande importância não somente para o Brasil, mas para o Planeta.

Entretanto, iniciativas da sociedade civil, instituições científicas e governamentais, se associaram e estão tentando recuperar e transformar novamente na exuberância que o Padre José de Anchieta e Charles Darwin a descreveram.

Por Paulo Fernando O. Cornelio, geógrafo e vice-presidente do GESP

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