As
pombas domésticas são aves inofensivas, mas trazem problemas para as áreas
urbanas, para a saúde pública e ambiental. Recentemente, integrantes do Grupo
Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP), identificaram uma quantidade expressiva
destas aves em área central de nossa cidade.
Na
Avenida Brasil, centro da cidade, está correndo a proliferação de pombas
domésticas em área de movimento intenso de pedestres – passeio público, calçada
e canteiros centrais. A quantidade destas aves já é bem significativa, sendo
que numa primeira abordagem foram contabilizar 42 indivíduos.
Conforme
Nunes (2003), estas aves em geral têm um potencial na transmissão de zoonoses
para a população humana. Dentre elas, a pomba doméstica (Columba livia) é
a mais conhecida, devido sua proximidade com o homem, sobretudo nas zonas
urbanas. No Rio Grande do Sul foi determinada como exótica invasora
(Portaria SEMA nº 079, de 31 de outubro de 2013) que se tornou uma praga,
principalmente, nos centros urbanos.
Esta
espécie tem causado preocupação por parte de autoridades em saúde pública e de
meio ambiente. Nas cidades ocupam ambientes como praças, escolas, hospitais,
igrejas e outros prédios de grande concentração e circulação de pessoas, causando
riscos à saúde pública e saúde ambiental, pois carreiam diversos patógenos e
artrópodes (moscas, carrapatos, piolhos), responsáveis por doenças alérgicas
e/ou graves aos seres humanos (NETO; NUNES, 1998; CIGANOVICH, 1999; SCHULLER,
2005; BENCKE, 2007; HUBÁLEK, 2008; AGUIAR; LUCIANO, 2011).
Essa
proximidade permite que a população humana esteja mais exposta a doenças que
podem ser carreados pelas pombas, incluindo àqueles adquiridos de outras aves
de vida livre.
Além disto, no canteiro central, está sendo
depositado ração, quirera e outros tipos de alimentos para as aves, por parte
de moradores das proximidades, que realizam estas atividades com a boa intenção
de alimentar as aves, mas, estão ocasionando problemas, ajudando na
proliferação e colocando em perigo a saúde dos pedestres.
O GESP elaborou relatório com levantamento
fotográfico e protocolou na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAM) de
Passo Fundo, para que seja realizado o manejo e controle da população dessas
aves.
Neste contexto, também é papel da Vigilância
Ambiental em Saúde monitorar a presença de animais sinantrópicos (nocivos) em
áreas urbanas que possam oferecer riscos à saúde da população, bem como
orientar sobre o manejo e controle destas espécies em ambientes urbanos. A
pomba-doméstica representa hoje, um desafio a Saúde Pública e aos órgãos
Ambientais, devendo as soluções serem discutidas a luz da lei ambiental brasileira
e aos riscos à saúde que representa para população humana nos grandes centros
urbanos.

