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Florestas estão encolhendo mais rapidamente no Brasil, na Indonésia e na Nigéria.

03/06/2014 | 19h26
ONU: metade das espécies florestais corre risco, e Brasil tem pior cenário Araquem Alcantara/Divulgação
“As florestas fornecem alimento, bens e serviços que são essenciais para a sobrevivência e o bem-estar de toda a humanidade”, disse diretor da FAOFoto: Araquem Alcantara / Divulgação
Metade das espécies florestais do mundo está em risco por causa da agricultura e das mudanças climáticas, especialmente no Brasil, e é preciso uma “ação urgente” para administrá-los melhor, alertou a ONU nesta terça-feira.
Em seu primeiro estudo global sobre recursos genéticos florestais, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) informou que as florestas estão encolhendo mais rapidamente no Brasil, na Indonésia e na Nigéria.
– As florestas fornecem alimento, bens e serviços que são essenciais para a sobrevivência e o bem-estar de toda a humanidade – explicou, em um comunicado o diretor de silvicultura da FAO, Eduardo Rojas-Briales.
– Todos estes benefícios dependem de salvaguardar o rico estoque da diversidade genética das florestas do mundo, que está em risco crescente – prosseguiu.
O relatório demonstrou que cerca da metade das 8 mil espécies e subespécies são consideradas em risco.
Os 10 países que perderam mais cobertura florestal entre 1990 e 2010 foram Brasil, Indonésia, Nigéria, Tanzânia, Zimbábue, República Democrática do Congo, Birmânia, Bolívia, Venezuela e Austrália, destacou o documento.
Segundo a FAO, a biodiversidade impulsionou tanto a produtividade quanto o valor nutricional de produtos florestais, como vegetais folhosos, mel, frutas, sementes, nozes, raízes, tubérculos e cogumelos.
A diversidade genética também protege florestas de pestes e garante sua capacidade de “se adaptar a condições ambientais variáveis, inclusive aquelas causadas pelas mudanças climáticas”, informou a FAO.
A FAO pediu mais esforços para incentivar a conscientização sobre a importância da biodiversidade e combater espécies invasivas, assim como o desenvolvimento de programas nacionais de sementes para garantir a disponibilidade de sementes arbóreas geneticamente apropriadas.
Via: Zero Hora
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