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MP vai apurar situação de lixão no Loteamento Morada do Sol

Uma área particular, localizada no loteamento Morada do Sol, já é considerada por ecologistas,  o maior aterro clandestino  de lixo  de Passo Fundo. O depósito a céu aberto recebe diariamente cargas de resíduos da construção civil, além de lixo doméstico e material de escritório. A situação, que já havia sido denunciada pelo Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP), em 2012, voltou a ser debatida na Câmara dos Vereadores. Na semana passada, o vereador Paulo Neckle (PMDB) cobrou uma solução do executivo. “Vou protocolar um pedido de providência para que o executivo adote as medidas legais e apure os responsáveis. O lixão não para de crescer. Está colocando em risco a saúde dos moradores e o meio ambiente” afirmou. 
Morador do loteamento há três anos, o pedreiro João Vitor, 30 anos, diz que o mau cheiro após as chuvas é insuportável. 

Presença de catadores no local aumenta riscos de doenças

“Quando a terra fica molhada não dá para aguentar. Caminhões e carros particulares diariamente largam lixo lá” afirma. As casas estão distantes cerca de 200 metros do depósito. Representante do GESP, Paulo Fernando Cornélio lembra que, durante levantamento fotográfico realizado pela entidade no ano passado, pelo menos três empresas de tele-entulho foram flagradas depositando resíduos na área, além da presença de catadores no terreno. Situação semelhante foi  constada ontem à tarde pela reportagem. Um caminhão de uma empresa chegou para descarregar uma carga de terra, mas ao perceber a presença da imprensa, suspendeu a operação. 

Fernando disse ainda que o proprietário do terreno, ao ser notificado, chegou a construir um fosso ao redor da área para evitar a entrada de veículos, mas a medida, segundo ele,  não surtiu efeito.  “A  situação daquele lixão é gravíssima e totalmente irregular. É um caso semelhante aos lixões existentes às margens da BR 285 na década de 80” comparou.  Para ele, a quantidade de resíduos acumulado já começa a ameaçar os recursos  da micro bacia hidrográfica do arroio Pinheiro Torto. 

O promotor Paulo Cirne disse que será feita uma vistoria no local para apurar possíveis irregularidades. “Vamos identificar o proprietário e solicitar a limpeza do terreno para remoção dos resíduos que não podem ser depositados no local. Dependendo das circunstâncias,  é permitido apenas o descarte de material de construção” explica o promotor.  Em contato com a  Secretaria Municipal do Meio Ambiente, a reportagem foi informada de que o secretário estava em reunião. 

Via: O Nacional

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