Leda Letra
Da Rádio ONU em Nova York
No último trimestre do ano passado, cerca de 30 desastres naturais
afetaram 7,3 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe. Os dados
são do Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha.
Na comparação com 2011, o total de desastres naturais na região foi 90%
maior. Entre outubro, novembro e dezembro, a temporada de furacões teve
19 tormentas, sete a mais que a média histórica.
Sandy
O Ocha lembra que o furacão mais devastador foi o Sandy, que deixou 70
mortos e afetou mais de 3 milhões de pessoas nas Bahamas, Cuba, Haiti,
Jamaica e República Dominicana.
O Sandy atingiu os países caribenhos antes de chegar à costa leste dos
Estados Unidos, onde as perdas econômicas superam os US$30 bilhões, ou
quase R$ 60 bilhões, destaca o Ocha.
O escritório das Nações Unidas lembra que o fenômeno El Niño provocou
desastres nos últimos três meses do ano em países da América do Sul. A
Bolívia foi a nação mais atingida, onde as secas, inundações e
tempestades de granizo afetaram mais de 115 mil pessoas.
Previsões
A expectativa para o começo de 2013 é que o El Niño se comporte de
forma neutra. As secas também ocorreram na Guatemala e Honduras; já as
inundações afetaram vários países, como Colômbia, Paraguai e Peru.
O Ocha destaca também que a América Latina presenciou frio extremo,
tormentas e epidemias, gerando alertas de dengue no Peru e Paraguai e de
cólera no Haiti e na República Dominicana.
Para 2013, o escritório estima que haja crescimento econômico na
região, impulsionado pela recuperação da Argentina e do Brasil. Mas o
Ocha lembra que apesar disso, problemas sociais, como desigualdade,
pobreza, violência e falta de planejamento urbano, são fatores altamente
relacionados às crises humanitárias na América Latina.
Por: UOL
