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1/2/2013
A professora da UPF Cláudia Petry, pós-doutoranda (UPF,
bolsista CNPq) no Laboratório Ruralités da Université de Poitiers, França,
conheceu e acompanha os trabalhos da associação « Cultivemos a
bio-diversidade em Poitou-Charentes” (Cultivons
la Bio-Diversité en Poitou-Charentes 
). A Associação (lei francesa de
1901) foi criada em 2009, agrupando agricultores e jardineiros preocupados em
preservar e desenvolver a “biodiversidade cultivada” tendo como objetivos:
sensibilizar o público nesta temática através de manifestações, boletins e
ateliers, promovendo uma festa anual dos coletores de biodiversidade;
proporcionar formação de RH na multiplicação e seleção de materiais crioulos
franceses (favorecendo a adaptação de sementes às necessidades dos agricultores
agroecológicos, aumentando a autonomia das propriedades rurais, preservando in situ o patrimônio genético doméstico);
manter a “Casa da semente”, conservatório que mapeia, conserva e multiplica as
variedades do território; e melhorar o desenvolvimento e a adaptação da
biodiversidade cultivada através de pesquisa participativa. Para isto, a
associação trabalha no desenvolvimento de variedades adaptadas às condições
pedoclimáticas locais e às condições de produção agroecológica, como membro da
Rede de sementes crioulas francesas (Réseau
Semences Paysannes
) e em parceria com a pesquisa do órgão oficial de
pesquisa francês, o INRA (Programa SOLIBAM) e de ONGs como Agrobio Périgord e CREGENE.
Este objetivo permite relacionar as problemáticas dos agricultores com a
pesquisa oficial. “São exemplos como esse, de organização comunitária e
regional em torno do levantamento e conservação de materiais genéticos locais
adaptados, que nós precisamos vislumbrar como possíveis para o Brasil, pois a
riqueza de produtos agrícolas locais que ainda temos é enorme. Porém é preciso
identificar e mapear para poder preservá-los” segundo a professora da UPF, que
completa : “E para isso, técnicos com formação para tal motivação são
fundamentais e a Universidade pode contribuir nesta formação”. A professora
participa de uma Jornada de troca de sementes crioulas no domingo 3 de
fevereiro na cidade de Montreuil Bonnin.
(Foto: integrantes da Associação em
novembro último, durante o Salon Bio de Poitiers, no estande da AGROBIO Poitou,
da esquerda para a direita: Jean de La Vaissiere, Cláudia Petry, Claire Le
Chanony, Mme. Metivier, Pierre Metivier e Blandine Caron)
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