• Companhias aéreas passam a pagar taxa de emissão de poluentes na União Europeia

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Por Lydia Cintra
Quando você faz uma viagem de avião, consegue imaginar a quantidade de combustível que é gasta entre a origem e o destino? Pode não ser tão simples saber a quantidade exata, mas esteja certo de que não é pouco. Por exemplo: no trecho entre Porto Alegre (RS) e Recife (PE), uma aeronave emite cerca de 1,9 tonelada de gás carbônico por passageiro. Essa quantidade que “foi pro ar” em instantes demora 37 anos para ser absorvida por… 13 árvores (!).
Este é um exemplo apresentado em um estudo da COPPE/UFRJ, que também aponta que 2% do total de emissões provenientes de atividades humanas são causadas pela queima de combustíveis fósseis do transporte aéreo. No Brasil, as emissões de CO2 de voos domésticos cresceram 53,4 % em 15 anos (de 1990 a 2005), segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Por isso, a partir deste ano, uma nova regra passa a valer no espaço aéreo da União Europeia: todos os aviões que chegarem ou saírem de lá deverão pagar por cada tonelada de dióxido de carbono emitida durante o voo, um tipo de “taxa de permissão de emissão”.  As empresas que não cumprirem as regras serão multadas (no valor de 100 euros por cada tonelada emitida). Em último caso, podem até ter suas atividades suspensas.
As companhias aéreas não gostaram da novidade e, para cobrir o gasto, vão repassar os custospara os consumidores. Ou seja, as passagens ficarão mais caras – o que já foi anunciado pela Brussels Airlines  e pela alemã Lufthansa (segundo ela, o valor gasto com permissão de emissão de gases poluentes será de cerca de 130 milhões de euros).
Você acha que este é um bom caminho para tornar o setor aéreo menos agressivo ao meio ambiente?
(Imagem: Getty Images)
Via: Super Abril

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