Depoimentos mostram o carinho que muitas pessoas têm pelo Rio Passo
Fundo e incentivam a busca por um futuro melhor para o rio que dá nome
ao município
terceira fase com muito fôlego para continuar a luta por um rio mais
limpo. Na sexta-feira (22), alunos, professores, escoteiros e demais
participantes do projeto percorreram outros cinco trajetos do rio na
área urbana e rural do município. A iniciativa prevê outras três etapas
que culminará com a navegação de toda a extensão dos rios Passo Fundo e
Uruguai até o Oceano Atlântico, através do veleiro Cecy, que é uma
embarcação sustentável feita com garrafas pet e taquaras. O projeto é
uma promoção do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (Gesp), Escola
Estadual Cecy Leite Costa, Grupo de Escoteiros Guarani com o apoio da
Corsan e 3º Batalhão Ambiental da Brigada Militar.
A terceira
fase do projeto Navegar iniciou com atividades nas margens do Rio Passo
Fundo, na Travessa Poder Legislativo, com a presença de alunos e
professores da Escola Eulina Braga, que já desenvolvem ações de educação
ambiental envolvendo a preservação dos recursos hídricos. A escola está
localizada ao lado do rio, na rua Uruguai. O depoimento que resultou no
título deste texto é da professora da Escola Eulina Braga, Miriam
Beatriz Covatti Puerari. As palavras de Miriam, que mora há cinco
décadas nas margens do Rio Passo Fundo, chamaram a atenção dos alunos
que quase não acreditaram que o rio já foi limpo um dia. “Moro há 50
anos aqui e o Rio Passo Fundo é meu vizinho. A água do rio já foi limpa.
Eu tomava banho e brincava nele”, relatou a professora.
Mais uma etapa percorrida
percorreu um dos trajetos da terceira etapa. Foram cerca de uma hora e
meia de caminhada entre a Escola Irmã Maria Margarida, na Victor Issler,
até a BR 285, no loteamento Cidade Nova. Além das anotações da situação
do rio, também foi coletada amostra da água. O grupo 3, formado por
professores de escolas de Passo Fundo e cerca de 10 alunos da Escola
Irmã Maria Margarida, percorreu o trajeto do rio na área urbana. Muitas
casas são vizinhas do rio neste trecho. O grupo foi coordenado pelo
professor do Instituto Cecy Leite Costa, Antônio Carlos Rodrigues. “É um
trecho que não está tão prejudicado. Na maior parte, a mata ciliar está
preservada e a distância entre o rio e as construções é boa”, disse o
professor.
Já a professora da escola Irmã Maria Margarida, Andrea de
Menezes Franzen, destacou o impacto da população que mora nas margens do
rio. “O rio está muito sujeito a agressão da população. Muitos lugares
tem pouca mata ciliar preservando o rio e muita sujeira como garrafas
pet e roupas”, disse a professora.
