O patrimônio histórico é essencial para as áreas urbanas e rurais, pois preserva a identidade local, a memória de uma coletividade, educa sobre o passado e o presente, impulsiona o turismo e a economia. Desse modo, harmoniza os espaços públicos e privados para o bem estar de seus habitantes.
Em nossa cidade, Passo Fundo, existe um prédio que faz parte do Inventário Provisório de Bens Tombados, conhecido como “Casa do chefe da Estação”, sendo popularizada como ‘Casa Amarela”.
Esta residência de alvenaria e de arquitetura única, de uma época importante para a nossa história, foi residência do engenheiro chefe da estação férrea de Passo Fundo, construída no ano de 1920, no plano de modernização da estrutura da Viação Férrea do Rio Grande do Sul.
Faz parte do complexo do Parque da Gare, área importantes de lazer, cultura, esporte e gastronomia, em nossa cidade.
Conforme nova vistorias realizadas pelo Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP), encontramos portas e janelas quebradas, beirais destruídos, piso de madeira em decomposição, soleiras caindo e em decomposição, lajes e assoalhos danificados, telhado/cobertura desabando, infiltração de água em todos os cômodos, quartos e salas avariadas, pilares e colunas rachadas, paredes de alvenarias com reboco caindo, entre outros.

No prédio, também foi encontrado, alguns moradores que residem de forma inadequada no local, identificadas como pessoa em situação de rua. Grande quantidade de resíduos e lixo doméstico dentro e fora da casa, como: garrafas plásticas e de vidro, roupas, móveis quebrados, resíduos orgânicos, madeiras, lixo doméstico, metais, entre outros.


Em relação da gravidade do estado do imóvel, foi protocolado um ofício com relatório e fotos ao Ministério Público Estadual, através da 1ª Promotoria de Justiça Especializada, para solicitar providências e mobilização em relação à regularização como bem histórico tombado, limpeza da área, cercanias do espaço e realocação das pessoas que residem no local, em estado de vulnerabilidade social.
Em virtude da continuidade do estado de abandono e de destruição da Casa do Chefe da Estação e, o terreno e a residência ser propriedade da União, o GESP protocolou nova correspondência ao Ministério Público Federal – Procuradoria da República, solicitando providencias sobre esta situação.
No ano passado, o GESP encaminhou documento ao Ministério Público Estadual, que vem acompanhado também esta situação.
Fotos: Paulo Fernando Cornelio