• INAUGURADA A TRILHA INTERPRETATIVA NO PARQUE URBANO ARLINDO HAAS

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O Parque Urbano Municipal Arlindo Haas (PUMAH) é um dos exemplos mais clássicos da vitória da sociedade civil, principalmente em um momento tão conturbando em relação as políticas ambientais em nosso país. Este importante espaço de macico florestal, nascentes e campo, representa o que possuíamos da Floresta da Mata Atlântica no território de nossa cidade. A existência dela, está vinculada profundamente a luta de duas organizações ambientais de Passo Fundo, a Sociedade Botânica de Passo Fundo (SBPF) e o Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP), que durante as quatro últimas décadas, não mediram esforço em defende-la. A área foi regularizada no ano de 1974, com documento de cedência para a SBPF para a realização de estudos científicos, no ano de 1976, foi estabelecido novo documento, para uso de trabalhos científico, e educação ambiental e trabalhos educacionais em uma área de aproximadamente 24 hectares. Já no início da década de 1980, o GESP se alia aos trabalhos de cuidados, fiscalização, visitas guiadas e trabalhos de educação ambiental. Durante muitos anos, está área foi “pretendida” e disputada por grupos econômicos e administrações municipais, que tentaram retirar das ONGs, os seus cuidados, para dar outras finalidades, tais como, área industrial e habitacional. Mesmo com MUITA DIFICULDADE e vários problemas como caça, desmatamento, invasões, poluição industrial, ocupações irregulares, a área foi mantida e hoje, possuímos oficialmente o primeiro Parque Urbana Municipal Arlindo Haas. 
No sábado, dia 14 de março, foi inaugurada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente/SMAM, a primeira Trilha Interpretativa do PUMAH, com a presença de diversas instituições. Estas trilhas são mais um instrumento para a realização de educação ambiental diretamente na natureza. A Trilha interpretativa,  guidas ou não, conforme Ghillaumon (1977), é um percurso em uma área natural, que consegue promover um contato mais estreito entre o ser humano e a natureza, observando fatores como: leis naturais, interações, funcionamento, história, personagens ou fatos que estão presentes ou interferiram no local (MENGHINI et al, 2007).
A trilha foi guiada pelo geólogo, funcionário público da SMAM, Glauco Polita e estavam presentes representantes das seguintes instituições: Grupo de Escoteiros Guarani, Emprapa, Escola Estadual Daniel Dipp, Instituto Ambiental de Passo Fundo, Agenda 21, Escola Estadual Arco Verde, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas e alguns moradores das proximidades.
O GESP, em especial, parabeniza os governos municipais que foram sensíveis pela preservação dessa área e coloca-se a disposição para contribuir na continuidade desse trabalho.
Fotos: Paulo Fernando O Cornelio (GESP)


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