• 21 de março Dia Internacional das Florestas e dia 22 de março Dia Mundial da Água

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21 de março Dia Internacional das Florestas e dia 22 de março Dia Mundial da Água. O que isso tem haver com o coronavírus? Tudo.
Os animais silvestre possíveis transmissores deste vírus vivem em florestas. Então é fácil resolver a situação. Destruímos as florestas, extinguimos os animais e tudo fica bem. NÃO!!! A lição é outra. Quem deve manter o controle dos possíveis transmissores de doenças no humano são seus predadores e por isso, também, são necessárias as florestas, para manter a cadeia alimentar no seu devido lugar. Com isso, aprendemos também que para comermos carne, se necessário, os animais precisam ter controle sanitário. Por isso tantas exigências legais.
Mas, e as florestas? Ainda mais necessárias. A importância de sua conservação ainda maior. Pois com elas ganhamos muito, vamos lembrar: conservam a biodiversidade, protegem às águas, regulam as chuvas, guardam potencialidades medicinais, regulam o clima, possuem vidas que devem ser respeitadas, …
Por quê um dia internacional das florestas? Para lembrar da sua importância, diante da destruição constante e sem limites, que sofrem. E diante de uma Pandemia, entender que sua proteção e conservação se faz ainda mais necessária.
Por quê dia mundial da água? Por que da água também não cuidamos, e por isso ela pode ser finita. Finita, diante das crises de seca, e estamos vivendo um momento desses no Rio Grande do Sul. Quantos municípios já decretaram emergência pela falta d’água? Será que para esses municípios o maior problema é o coronavírus? Em quantos municípios, os responsáveis pela água, estão fazendo malabarismo para mantê-la, pois a quantidade de água disponível é menor que a quantidade de consumidores. Exemplo de Passo Fundo, que estamos fazendo transposição de uma bacia para outra. E será, que já estamos bebendo água da pedreira? O racionamento pode estar bem perto.
Por isso, o Dia Mundial da água é importante. Para lembrarmos do cuidado que temos que ter com o que nos dá vida, a água. Que precisamos não desperdiçar, não poluir (nesta semana, os indignas, denunciaram a morte de peixeis no Rio Passo Fundo, em pleno centro da cidade, onde provavelmente a diminuição da vasão da água, acumulou matéria orgânica, diminuiu o oxigênio e aumentou a temperatura da água, e por consequência diminuiu a vida do rio).
Estamos novamente vivendo mais uma seca e o que é feito para prevenir essas situações? Só lamentações resolve?
Passo Fundo é privilegiado, ainda está chegando água na sua torneira, devido a proteção e conservação das florestas, na forma de áreas de preservação permanente (APP), unidades de conservação (UC) e áreas públicas em recuperação florestal, que protegem as águas do Rio Passo Fundo e do Arroio Miranda de onde é retirada a água para abastecimento urbano.
Mas as consequências da seca, não param por aí. Com a pandemia do coronavírus vai somar prejuízos econômicos, enormes. E teremos pela frente, um dos maiores desafios para do RS, o Brasil, a humanidade e precisaremos repensar a economia, as relações entre as pessoas e com a natureza.

Flávia Biondo da Silva (Bióloga, Educadora e Militante do GESP)

Barragem da Fazenda Foto: Paulo Fernando Cornélio


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