Passo Fundo completou na última semana 167 anos. Desde que foi criada muito mudou. Áreas começaram a ser povoadas e depois, nos anos 10 e 20, a cidade viu um crescimento acelerado com as indústrias. Este movimento industrial trouxe um efeito colateral: o impacto ambiental e também trouxe a necessidade de ações de sustentabilidade. Este foi o tema do programa Uirapuru Ecologia, no último sábado. Apresentado por Ivaldino Tasca, o programa contou com a presença da Bióloga e professora Flávia Biondo.
Conforme ela, desde os anos 50 houve uma preocupação com a preservação e o desenvolvimento sustentável. Disse que hoje a cidade é uma referência em saneamento, com 30% do esgoto sendo tratado. No entanto, ainda faltam 70% a serem alcançados. Disse que o esgoto é a maior preocupação do momento e há condições de melhorar o tratamento.
Tudo o que não é tratado recai sobre as bacias hidrográficas locais, atingindo um sistema que vai muito além da cidade, pois há nascentes aqui. Disse que a bacia do Rio Jacuí chega a 50% do território local e não há um planejamento efetivo de preservação contra a poluição por esgoto. Disse que a comunidade precisa se unir para cobrar a efetividade e lembrou que muito do que foi feito só ocorreu por pressão da comunidade e grupos ecológicos.
Por Mateus Miotto
https://rduirapuru.com.br/uirapuru-ecologia-uniao-de-entidades-e-vital-para-preservacao-das-aguas-e-nascentes-locais/
“Foram também discutidos os temas resíduos sólidos, áreas protegidas, entre outros.
Muito foi feito, mas meio ambiente é evolução de uma sociedade, não regressão. Muito ainda tem que ser feito, espera-se que os gestores e a sociedade faça sua parte sem precisar serem precionados, pois são responsáveis por um Passo Fundo ambientalmente melhor.” Flávia Biondo da Silva