A cidade de Passo Fundo foi palco de uma importante iniciativa que uniu educação ambiental, inclusão social e valorização do patrimônio cultural. O projeto “Trilhas Urbanas nos Parques”, garantiu a participação efetiva de pessoas com deficiência em atividades educativas desenvolvidas nos parques urbanos da cidade e foi possibilitado por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), através do Chamamento Público Nº 29/2024 da Secretaria Municipal de Cultura de Passo Fundo, com realização do Governo do Brasil, do Lado do Povo Brasileiro.
Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Passo Fundo (APAS), com apoio da intérprete em Libras Camila Santos



Associação de Cegos de Passo Fundo (APACE)


Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE)



Durante a execução, o projeto promoveu trilhas interpretativas inclusivas no Parque da Gare e no Parque Ambiental Banhado da Vergueiro, envolvendo estudantes, educadores e instituições como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), a Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Passo Fundo (APAS) e a Associação de Cegos de Passo Fundo (APACE). As atividades foram planejadas para assegurar acessibilidade plena, com adaptações físicas, comunicacionais e metodológicas.
Com linguagem acessível, materiais educativos inclusivos e acompanhamento de equipe especializada, os participantes puderam vivenciar experiências sensoriais e educativas em contato com a natureza. As trilhas abordaram temas como biodiversidade, preservação ambiental, história local e a importância ambiental e cultural dos Parques, estimulando a autonomia e o protagonismo dos participantes.
A proposta também contou com a capacitação em inclusão da equipe, com a especialista Claudia Furlanetto, garantindo que cada atividade respeitasse as diferentes necessidades do público. Estratégias como uso de linguagem simples, sinalização adaptada e mediação sensível permitiram que todos os participantes tivessem acesso qualificado ao conteúdo.
Além de promover o acesso à cultura e ao meio ambiente, o projeto reforçou a importância da inclusão como prática essencial nas políticas culturais. Ao integrar pessoas com deficiência às atividades educativas, a iniciativa contribuiu para a construção de uma cidade mais acessível, democrática e consciente.
Para os organizadores, a experiência demonstrou que é possível aliar preservação ambiental e inclusão social, ampliando o alcance das ações culturais e fortalecendo o vínculo entre comunidade e natureza. O projeto deixa como legado não apenas a sensibilização ambiental, mas também a reafirmação do direito de todos ao acesso à cultura e aos espaços públicos.
A iniciativa integra os esforços do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP) e da produtora cultural responsável Ellen Taina Silveira, com o apoio da Escola de Sustentabilidade da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM), consolidando-se como referência em ações que unem educação, cultura e inclusão no município.